A cárie e a história do homem

Australopitecus Cariadus

A doença cárie nos acompanha pelos últimos 20 mil anos e, com maior incidência, nos últimos 5 mil. Quando o homem abandonou sua natureza caçadora e coletora e passou a utilizar grãos ricos em amido e carboidratos, provindos da agricultura, a incidência desta doença, que era de cerca de 2% na população, passou a 9%, no período Neolítico.

Há 4 mil anos, com o refino do famigerado açúcar, a já alta incidência de 10% estourou para 90% de indivíduos cariados. Alexandre, o Grande cariogênico levou o açúcar à Grécia e, a partir de lá, o consumo se espalhou para Roma e todo resto do continente europeu, há cerca de 2 mil anos.

Australopitecus Cariadus

Australopitecus Cariadus

O mesmo aconteceu na Inglaterra, após a conquista das Índias, com navios levando enormes quantidades de açúcar para a Londres e toda a Europa de forma geral nos anos 1800. Nesta mesma época, devido aos problemas dentais causados pela introdução de carboidratos refinados- farinhas- e solúveis – açúcares – as pessoas começaram a limpar os dentes com escovas e cremes dentais. Quem tiver curiosidade, sugiro a busca por “odontologia vitoriana” para ter noção de como os primeiros dentistas, ainda que empíricos, se divertiam mais do que nós!

Sem querer advogar a favor das dietas da moda, mas parece que raízes, frutas, grãos e carnes ainda são melhores que todo o resto que apareceu depois. Pelo menos, neste aspecto.

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