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Meu diploma de Odontologia vale em outros países ???

Veja como funciona o processo de validação do diploma de Odontologia brasileiro para atuação em outros países.



Não é raro (é até bastante comum) receber e-mails de leitores do VDD com o questionamento sobre a validade do diploma de Odontologia brasileiro em outros países, mas de uns tempos pra cá, isso virou quase rotina.

Talvez esse tipo de pergunta esteja mais recorrente devido ao momento atual que atravessa o país. A crise econômica chegou à s recepções de clínicas e consultórios de norte a sul, e o receio pelo que ainda há por vir tem motivado muitos dentistas a correr atrás de novas opções, mesmo que isso represente uma mudança de país.

Vamos tentar, resumidamente, explicar como funciona o processo para alguns países que notamos, são os mais procurados entre os colegas que me escrevem. Vou postar vários links para que vocês consultem informações mais específicas para o país de seu interesse, sem que esse post se estenda demais. Beleza ???

AUSTRÁLIA

O processo de validação do diploma de Cirurgião-dentista na Austrália é longo, difícil e extremamente caro. Além das provas para checar sua fluência em inglês, existem provas teóricas e práticas para mensurar seus conhecimentos e experiência clínica. Nesse link AQUI você verá mais detalhes para ser dentista na terra dos cangurus.

PORTUGAL

Apesar da facilidade da língua, validar o diploma de Odontologia na “terrinha” não é nada simples. Em Portugal, o sistema de equivalências é regulado pelos decretos-lei 341/2007 e 283/83. O Decreto-Lei 341/2007 instituiu um regime simplificado de reconhecimento de graus acadêmicos estrangeiros, tendo criado uma Comissão de Reconhecimento de Graus Estrangeiros incumbida de definir os graus e os países abrangidos por este regime. Os pedidos de reconhecimento, neste caso, podem ser encaminhados à s universidades ou à  Direção-Geral do Ensino Superior de Portugal, e o prazo de processamento das solicitações é de até 30 dias. No momento, a aplicabilidade do decreto- lei 341/2007 restringe-se aos países integrantes da Declaração de Bolonha e aos Estados Unidos e Canadá. Você pode obter mais detalhes de experiência de uma colega AQUI.

MERCOSUL

Sobre o processo no Mercosul, em geral, o CFO, num raro bom serviço prestado, elaborou uma página com bastante informação, tanto para a saída, quanto para a entrada de profissionais do país. Você pode ver AQUI.

CANADÁ

No Canadá, cada província possui regras específicas para validação, em instituição de ensino superior local, de títulos e diplomas acadêmicos obtidos no exterior. O estudante deverá contactar o setor admissional de cada universidade para averiguar os procedimentos requeridos. O “Canadian Information Centre for International Credentials” (CICIC) oferece informação para auxiliar estudantes no reconhecimento de seus títulos locais. Maiores detalhes poderão ser acessados em www.credentials.gc.ca.

ESPANHA

Existem dois tipos de homologações de diplomas na Espanha: para graduações e outra para pós-graduações. Nesse link AQUI você tem o bê-a-bá de todo o processo. Se conseguir, não se esqueça de me mandar uma camisa do Real Madrid como presente pela ajuda. 🙂

FRANÇA

Não existe, na França, um princípio jurídico geral que respalde a obtenção de equivalência, em território nacional, de diplomas obtidos no exterior. O reconhecimento de tais diplomas é atestado pela filial francesa do órgão europeu ENIC-NARIC France (“European Network of Information Centers – National Academic Recognition Information Centers”), que, na França, está ligada ao Centro Internacional de Estudos Pedagógicos (CIEP). O Centre ENIC-NARIC France trabalha em colaboração com Comissão Europeia, Unesco e o Conselho da Europa. Para fins do reconhecimento do diploma, o centro expede um “atestado de comparabilidade” entre o nível de estudos obtido em sistema educativo estrangeiro e um diploma de nível equivalente na França, com base nos parâmetros europeus de certificação pedagógica.

ESTADOS UNIDOS

Se o seu sonho de consumo no momento é ser dentista nos “istêites“, lamento informar, mas isso é tarefa quase impossível. Mas há quem consiga. Tem um colega que conseguiu e fez inclusive um blog, onde fala praticamente só disso (esse post em especial vale o clique). Para os muito preguiçosos, ele fez até um vídeo sobre o assunto:

Segue também a página oficial do Departamento de Educação Americano que trata disso.

***

Como viram, não falamos de todos países. Só os mais procurados pelos meus leitores.

Praticar legalmente a Odontologia fora do Brasil, sem cursar a faculdade lá, é muito difícil. Mas não é impossível. A remuneração pode até compensar, em alguns casos, mas em outros, nem tanto. Os processos de revalidação de diploma são bastante onerosos, e requerem do dentista brasileiro uma formação e preparo que, infelizmente, muitos não tem, fazendo assim com que essa saga se torne apenas um desperdício de tempo e dinheiro.

Se aceitam um conselho, antes de mudar de país, que tal pensar em mudar de cidade ou de estado ??? Nesse país continental em que vivemos ainda há muitos horizontes a serem explorados. Com o que você vai gastar lá, pra TENTAR trabalhar como empregado, você monta o seu próprio negócio aqui. #FicaADica

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Fabricio F. Mendes .'.

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