Raspadinha #2 – Orientações de higiene bucal

Eu e minha família, atualmente somos bombardeados pelos meios de comunicação sobre como a célula da sociedade, a família, tem se fragmentado e causado todo o tipo de problema. Mas esse não é o objetivo da nossa raspadinha de hoje.

Há pouco tempo a Silvane, minha esposa, ouviu uma mãe, quando acabava de atender a pequena filha, a seguinte frase durante a anamnese: â??Eu e a minha família não temos o hábito de usar o fio dental.â? Como se isso fosse equivalente a tomar um chá da tarde ou torcer para um determinado time de futebol. Acho extremamente interessante que tenhamos valores familiares e que esses sejam defendidos com unhas e dentes, contudo, essa pérola da falta de educação em higiene pessoal deve ser combatida a todo preço.

Lembro-me de minha vó, D. Itelina contando que antes de se casar ela ensinava no grupo escolar lá no interior de São Mateus ES, hoje Nova Venécia, aula de higiene e limpeza, naquele tempo escovar os dentes, tomar banho com água e sabão e filtrar a água de beber eram ensinados na escola em matéria específica.

Hoje a instrução de higiene oral fica a cargo de profissionais da unidade de saúde que visitam as escolas ensinando a nobre arte da escova e fio dental. Contudo, cabe a nós no consultório quebrar esse tipo de mau hábito naqueles estudantes resistentes e mudar esse tipo de comportamento nocivo e autodestrutivo onde o Estado e as famílias falharam.

Esta criança com 12 anos tem indicação de tratamento endodôntico de 36 e 46, neste último a destruição é tão grande que vai precisar de aumento de coroa clínica e o 45 erupcionou dentro do bojo mesial cariado, dentre outras querelas.

Se por um lado o estado falha em promover prevenção e a família, pelo compreendido, não tem educação para transmitir, cabe a nós em nossa clínica orientar a família toda ou a extensa solução restauradora não será longeva, afinal, sabemos todos que tratamento não é cura.

Muitas vezes temos o hábito de apenas transmitir que o paciente não está higienizando bem esse ou aquele dente, comunicando enquanto o anestesiamos ou usamos a alta rotação â?? momentos que o pobre cidadão não tem a mínima condição de absorver qualquer informação. Quantos de nós paramos tudo o que fazemos para efetivamente ensinar o paciente como ele deve higienizar sua cavidade bucal, mostrando com um espelho, escova e fio dental? O paciente não escova os dentes deitado na cadeira, nem o faz enquanto é anestesiado. Esse processo de educação precisa ser dado com o paciente em pé, imitando seu ambiente natural. No caso de uma criança, convém fazer esse exercício com os pais, ensinando-os também.

Crianças e adolescentes são naturalmente multiplicadores. Se você instrui-los com cuidado e zelo, de modo que eles realmente aprendam, a informação será passada para todas as pessoas da família. Ã?s vezes, mudar uma única peça de um tabuleiro faz com que ganhemos todo o jogo. Vale a tentativa. Ã? divertido e traz resultados recompensadores, boa educação a todos. 😀

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Comentáros

comentários

Fabrício Mendes
Fabrício Mendes
Fundador do Vida de Dentista

2 Comentários

  1. Sou suspeito para falar…mas é muito fera…!!!

  2. Nas faculdades, nós aprendemos na matéria saúde coletiva esse hábito e vamos em colégios ensinar o processo de escovação e como usar o fio dental. � muito gratificante. Espero continuar com esse hábito, mesmo quando me formar. Quero sempre ajudar os outros, levando conhecimento!

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