Endodontia

Canal Aberto #5 – Emergência endodôntica em gestantes – Quando e como intervir

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Na coluna Canal Aberto dessa semana falaremos sobre emergência endodôntica em gestantes. Quando e como intervir.

Todos sabemos que o tratamento odontológico em mulheres gestantes via de regra deve ser apenas o preventivo, aquela famosa “olhadinha” e conferida para saber se está tudo caminhando bem, já que a alteração da dieta e aumento da vascularização do periodonto podem agravar alguma patogenia já existente. Mas infelizmente podem acontecer casos em que a mãe precisa do socorro odontológico, e algumas vezes, o risco causado por uma infecção periapical ou as substâncias liberadas pelo estresse causado pela dor podem ser mais prejudiciais ao feto do que o atendimento odontológico propriamente dito.

Deve-se evitar submeter a gestante à  intervenção no primeiro trimestre, pois é quando ocorre o processo de formação do feto, tornando-se então o período mais crítico. E sempre solicitar uma avaliação médica para anexar à  ficha…Precaução nunca é demais!

O tratamento quando permitido pelo médico, deve manter seus protocolos técnicos respeitados. E adequando-o para a realidade da grávida é possível promover à  paciente o tratamento que lhe dará conforto possibilitando esperar até o fim da gestação. Apesar de ter muitos recursos em mãos hoje em dia, como localizadores apicais, instrumentação rotatória e outras coisas que nos permitem trabalhar em sessão àºnica, é importante lembrar que a gestante não deve permanecer por muito tempo em decÚbito dorsal (deitada), pois isso  pode causar a compressão de vasos sanguíneos importantes devido ao peso exercido sobre eles nessa posição.

Tomando-se esses cuidados podemos partir para a sessão de alívio da dor, a lidocaína é usualmente o fármaco de escolha nesses casos, levando em consideração a toxicidade. à? imprescindível a remoção total da polpa em casos de biopulpectomia, ou de uma penetração desinfetante eficiente para remoção dos agentes infecciosos nos casos de necro, fazendo-se necessário um controle preciso do comprimento de trabalho. Após essa sessão de emergência, à s vezes se torna necessário a prescrição de medicação sistêmica para auxiliar no tratamento, mas não podemos esquecer todas as interações e reações adversas que essas medicações podem trazer. Portanto devemos evitar que o remédio seja o agente principal do alivio da dor, e sim nosso tratamento.

Agora, tendo realizado todas as manobras principais de alívio e controle da dor, devemos utilizar um bom cimento de vedação como restauração provisória para impedir uma possível recomendação e aguardar até o término da gestação para dar continuidade e finalizar o tratamento com segurança. 😀

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