Odontologia Técnicas

Restaurar com Amálgama – Sim ou Não ???

amálgama dentista dente

Amálgama, pra você que não é dentista e caiu aqui no blog, é essa restauração dentária metálica, geralmente localizada nos dentes de trás. Hoje em dia, com o advento das resinas compostas (aquela restauração da cor do dente) restaurar com amálgama não é mais tão comum como há algum tempo atrás.

Amálgama, pra quem não sabe, é na verdade toda liga metálica em que um dos metais envolvidos está em estado líquido, sendo esse geralmente o mercÚrio. No caso da amálgama utilizada pelo dentista, trata-se de uma liga que contém limalha de prata, mercÚrio e estanho, podendo levar também o zinco e o cobre.

Hoje em dia, algumas faculdades de Odontologia nem tem mais a amálgama como material de opção para que os futuros dentista aprendam a trabalhar com ele, o que a meu ver é um erro absurdo, afinal de contas, o récem-formado tem que estar preparado para trabalhar com todos os tipos de materiais. Nunca se sabe onde ele vai trabalhar e o que vai ter à  sua disposição.

Isso deve muito à  profissionais, (professores universitários) geralmente contratados por fabricantes de resina, que defendem a tese de não ser mais necessário utilizar amálgama em caso algum, afinal de contas as novas composições das resinas, dizem eles, substituem a liga com a mesma eficácia estrutural e um acréscimo estético absurdo.

Mas não é bem assim que funciona na prática. Restaurações posteriores gigantescas, pacientes com histórico de sensibilidade pós-operatória com resina, retro-obturações de canal, entre outros, são indicações de uso da amálgama de prata. Além é claro, da sua muito maior longevidade em boca, quando feito dentro das técnicas, se comparado à  resina composta.

Há também que se destacar o fator “estético” da questão. A amálgama caiu do galho também porque 90 % dos pacientes hoje em dia já chegam pedindo a “massinha da cor do dente”. E vá tentar convencê-los que para alguns casos a amálgama é o material ideal pra ver se é fácil !!! Eles já chegam com a opinião formada e alguns acabam cedendo para não perder o paciente.

Uso muito amálgama até hoje e raramente tenho algum tipo de problema. Bem diferente das resinas, que vira e mexem me dão aborrecimentos. Sou fã nÚmero 1 da amálgama e o considero o melhor material restaurador para dentes posteriores com elevada destruição.

Mas eu quero saber da opinião de vocês. Discorram nos comentários sobre as suas experiências com a liga e aproveitem para responder se devemos restaurar com amálgama, sim ou não ???

Comentários

comentários

Sobre o autor

Fabricio F. Mendes .'.

74 comentários

  • Eu até aprendi a usar o amalgama, fiz em laboratório e nunca mais…
    Os pacientes ja chegam exigindo a massinha da cor do dente msm…e não tem quem tire da cabeça deles!!

    • O amálgama de prata de uma maneira geral ainda é o melhor material restaurador, mais resistente, maior vida útil, menos agressivo ao complexo dentino-pulpar,etc… o problema é que a industria e muitos colegas não querem materiais que tenham grande durabilidade, isso pra não falar das IATROGENIAS causadas pelo uso inadequado das resinas

  • Concordo com o blogueiro em relação as faculdades. Não ensinar os alunos a trabalhar com amalgama é um absurdo! Depois, esse "belo" profissional cai numa rede pública ( onde tem que atender 50 pacientes em 45 minutos) e vai fazer resina em todo mundo????? AH VAI!!!!!!
    O amálgama ainda é a primeira opção de restauração da rede pública municipal, não consigo imaginar meu dia a dia sem ele, é barato, prático, de fácil manipulação, rápido e resolve o problema da maioria dos pacientes para os dentes posteriores. Ã? obvio que em dentes anteriores usamos resina, mas essa de " doutor tira os pretinhos da boca e bota tudo branquinho" só cola na clínica particular.
    Trabalhei 10 anos em clinica particular e lá só fazia resina. Trabalho há 5 anos no SUS, e em dentes posteriores só faço amálgama. é um material que ainda tem o seu lugar!

  • Ainda bem que vc explicou o que era amálgama, já não lembrava pra que servia…rs

    Mas falando sério, raramente uso, eu mesmo não gostaria que fosse colocado na minha boca, claro que por razões estéticas, o material é excelente do ponto de vista funcional.

    Meus pc chegam querendo ficar igual os "artista da grobo", tudo branquinho.
    E o freguês aqui manda!!!

  • Não sei se o SUS da minha cidade é melhor que o SUS de outras, mas aqui o critério é do dentista. Usei amálgama pouquíssimas vezes… Eu susbtituo o amálgama pelo Ionômero+resina em restaurações profundas, e nunca me deu problema. Terceiros molares, nesse caso, utilizo apenas o Ionômero, um material que nunca me deu problema. Restaurações grandes faço em duas parcelas no caso do SUS: primeiro removo cárie + ionômero, próxima vez rebaixo ionômero e cubro com resina. Acho que a colega do SUS acima deveria organizar melhor a agenda dela de pacientes no serviço público, porque dá pra fazer uma boa resina no mesmo tempo de fazer um amálgama (este que deveria ser polido na próxima vez, coisa que nenhum colega faz no SUS). E vamos combinar, 50 pacientes numa manhã só se for pra dar "tibiótico" 😉
    No consultório privado, nem tenho amalgamador 😛
    Mas Dr. Fabrício, eu sei que você AMA o amálgama 😉 e respeito a opinião.

  • Eu uso e muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito, pra mim nenhum resina chega aos pés do amalgama…. o paciente chega pedindo a massinha cor do dente, mas depois que eu explico o qto o amalgama é resistente e duradouro, acabam por mudar de ideia.
    Nao acho tão feio assim nao, pelo contrario, um amalgama bem feito, esculpido e polido é lindo! eu tenho varias em minha propria boca, jamais trocarei por resina.

  • Marjo, com certeza o SUS da sua cidade é melhor do que o da minha!!!!
    Aqui nada fica a critério do dentista( e olha que eu sou concursada!).
    O critério aqui é o seguinte:
    dente posterior: amálgama
    dente anterior: resina
    Ionomero: crianças
    endo = exo: se der endo em um dente posterior tem que fazer a exo.
    se der endo em um dente anterior, manda o paciente esperar em uma fila de 3500 pessoas para ser atendido ( quem sabe em 2017…)
    "tibiótico"???? não tem aqui não… faz tempo que não vejo isso…
    Eu não sei se eu conseguiria fazer uma resina de qualidade tendo 10 minutos para atender a um paciente. Mas amálgama, eu faço, em dois tempos primeiro a remoção da cárie e ZOE, e depois rebaixo o ZOE e coloco o amalgama.
    Simplesmente porque NAO DÁ TEMPO de fazer resina. Os pacientes murram a porta do consultório se eu demoro p/ atende-los.
    Eu sonho com um SUS de primeiro mundo como o seu. Sonho com uma odontologia digna para todos, mas a minha realidade é muito diferente da sua. Cada um tem que se adaptar com o que tem.
    Eu sei que todas as técnicas que vc faz dá certo, pois vc tem materiais, equipamentos, recursos humanos, tempo, e apoio de seus superiores pra isso.
    Aqui, a conversa é outra…
    Abraços

  • Eu sou o tipo que pensa se gostaria q fosse comigo… não vejo nenhum problema com o amalgama (ate qndo acho necessario uso – 'raríssimas vezes') e não quero criticar quem gosta… mas acho q uma resina bem feita, suporta tão bem qnto o amalgama!
    E se o paciente ja chega falando q quer da cor do dente, se da pra fazer, não vejo problema! Até pq eu não gostaria do amalgama na minha boca!
    O melhor ainda é cuidar e não precisar de nenhum dos dois! =)

  • UHUHUHU!!! Alguém concorda comigo. Tenho amalgama na boca há 20 anos e resinas que já troquei duas vezes neste período. E não venham dizer que a resina era ruim, pq é mentira. No dia a dia eu tbem uso muita resina pq esteticamente é mais bonita e a qualidade melhorou muito, mas tenho casos que ao trocar os Ag deu sensibilidade e endo. A cavidade era rasa e nem cabia ionomero. Claro que cada caso é um caso, mas não ter amalgamador é muito radical. Respeito a opinião da colega que da pra fazer resina no SUS, mas a resina nem sempre está disponivel e algumas ligas não necessitam de polimento tardio. Reconstruir um molar em Ag com a anatomia bem feita e polida me da o maior prazer. A durabilidade é maior. A vantagem da resina é que vc não precisa de cavidade retentiva e pode ser mais conservador. Bem, acho importante este tipo de "discussão", até porque somos treinados para indicar o melhor em cada caso, segundo nossas convicções. Só não aceito o fato do cliente ter sempre razão. Temos o dever de indicar o que for melhor e se for indiferente para a qualidade final, aí sim. Em muitas partes do mundo, se o povo tivesse amálgama em todos os molares, seria maravilhoso, até pq significaria que ele tem todos os dentes. Sucesso a todos.

  • E o mercúrio residual, ninguém tem medo desse metal trazer conseqüências neurológicas (como Alzeimer, etc.)? Por esse risco sozinho eu já não aceitaria na minha boca. Se possível em casos de restaurações maiores faço Onlay de Resina ou Cerâmica alúmina, muito fáceis de faze e durabilidade maior ou igual a amalgama. Se o custo é problema aí não tem jeito… não posso resolver esse problema… não tenho amálgama nem amalgamador no consultorio a pelo menos uns 7 ou 8 anos.

  • Roberta,
    cabe fazer uma denúncia ao Ministério de Saúde nesse caso, pois existe a política de Humanização do SUS, que não parece estar sendo cumprida pelos seus superiores… triste!
    Quando aos pacientes esmurrando a porta acontece também, mas aqui se é preciso dar piti na recepção eu vou lá e dou piti, no fim isso educa. No particular, quando a gente demora ninguém reclama do jeito do SUS que é gratuito… cabe fazer essa comparação. Hoje mesmo demorei com uma criONÃ?A logo cedo, e a próxima paciente tava reclamando que o irmão da filha dela de 12 anos tava se jogando no chão pq tava cansado. Pra que levar a família toda? Ã? necessário impor limites. Tente conversar com seus gestores, você por ser concursada tem esse poder. beijo!

  • Essa lenda de que os residuos de mercúrio podem causar alzheimer e doenças neurologicas diversas se deve a uma campanha fervorosamente veiculada pelo lobby dos fabricantes de resinas.
    sinceramente, o risco dos residuos de amalgama causarem uma doença é o mesmo de se ter câncer no olho por assistir televisao.

    tem que ter paciencia com isso, heim?

  • Concordo sim com o Dr. Fabricio e acrescento:
    Além do fato do amálgama ja estar de alguma maneira excluído das universidades como citado, acredito que o estudante de odontologia de hoje que mesmo conhecendo o material não sabe trabalhar com o mesmo. Principalmente quando falamos da condensação do material. Confesso que dependendo da idade do dentista seria preferível fazer uma restauração com resina composta. Nunca me esqueço de um professor de estomatologia me disse uma vez e cito: "uma boa restauração de amálgama é aquela em que sua mão dói após o término da mesma" se referindo a condensação do material, hoje a garotada só faz um carinhosinho…..resultado: insucesso!
    Essa é apenas minha humilde opinião….abçs a todos os colegas!!!!

  • Serviço público de saúde no Brasil é uma piada, e de péssimo gosto ainda. Só funciona em poucas cidades, uma vez que a maioria dos municípios, estados e a União não dispensam para a saúde o recurso necessário, isso sem contar que, pela lei orgânica do PSF os salários de médicos e dentistas deveriam ser IGUAIS, o que não acontece, e próximos a R$7mil.

    Eu uso amálgama para restaurações posteriores, e digo mais, é o material que eu tenho como primeira escolha! Resina posterior apenas em pacientes com higiene bucal razoável para boa e em cavidades pequenas. Restaurações proximais: amálgama, e sem pensar duas vezes! A adaptação marginal e proximal do amálgama é muito melhor que a da resina.

  • Concordo com o uso do amalgama. Trabalho numa região de classe C e D, onde os pacientes chegam com dentes posterioes com enormes destruições (isso quando chegam ainda com os dentes, né?) e muita falta de higiene. Muitos pedem para que eu faça a exodontia, porque ja fizeram a restauração com a "massinha branca e caiu". Uso o amalgama e não tenho problemas, ainda consigo fazer com que o paciente cuide dos outros, pela segurança que sentem na restaurção de amalgama, ao invés de fazerem a exodontia.

  • Sandro disse…
    E o mercúrio residual, ninguém tem medo desse metal trazer conseqüências neurológicas (como Alzeimer, etc.)? Por esse risco sozinho eu já não aceitaria na minha boca.

    mercurio nao causa alzheimer, nem aluminio nem nada disso, o dia que descobrir a etiologia da formação da placa amiloide, se ganha o nobel de medicina.
    a quantidade de mercurio é insuficiente para causar intoxicação, sem falar que não é exatamente o mesmo mercurio usado em mineradora para extrair ouro.

  • Trabalho com amálgama e rede pública de saúde, e tenho ótimos resultados. Não sei em outros locais, mas onde já trabalhei as resinas e adesivos comprados em licitações são de péssima qualidade, e não existe a possibilidade de realizar isolamento absoluto. Então dá-lhe amálgama. Já no consultório particular tenho mais dificuldade de convencer os pacientes a aceitarem restaurações de amálgama, mas ainda assim uso freqüentemente. Quanto essa estória de risco do mercúrio, e coisa de gente desinformada ou mal intencionada. Sugiro que leiam: http://www.ada.org/1741.aspx

  • Bom dia!

    Possuo restaurações de metal em todos os dentes, acho muito feio esteticamente, me sinto envergonhado muitas vezes por ver bocas abertas tão “branquinhas” e a minha não ser. Apesar de todas as minhas restaurações estarem em bom estado gostaria de trocar pelo menos as mais visíveis, dos pré-molares e molares inferiores; quem sabe fazer o mesmo nos dentes superiores. Ou trocar tudo, não sei!

    Seria difícil efetuar esse procedimento? Li sobre os prós e contras… fiquei na dúvida.

    Se puderem me indicar quem faça utilizando uma resina de qualidade e com valores acessíveis, agradeceria. Não tenho condições de arcar com um valor elevado de tratamento.

    Grato!

    Felipe Silva
    São Paulo/SP

    • Felipe … não posso indicar ninguém mas garanto que ficará mais barato que você imagina. Só tem que ver se isso é o melhor mesmo pra você. Abração e obrigado por visitar o blog. 😀

  • Concordo com você. Tá difícil de achar alguém aqui na Praia Grande que trabalhe com amálgama! Tentam te convencer que a resina é melhor, não dá problemas, ninguém usa mais amálgama, blá, blá, blá……porcaria!

  • Olá, sou paciente, minha formação é em Biologia portanto diferente dos demais comentários não posso acrescentar absolutamente nada, aliás pra falar a verdade eu tenho pânico de dentista aquela barulhinho de consultório dentário já me dá taquicardia e dor barriga! rsrsrs mas gostaria de expor minha opinião (mesmo que leigo no assunto). Quando criança nossos pais nos levavam ao odontólogo e caso tivesse cárie existiam apenas duas opções, tirar o dente ou restaurar com amalgama, ao longo dos anos fui substituindo algumas restaurações de amalgama por fins estéticos e o resultado foram 2 tratamentos de canais, segundo os odontólogos por infiltração! depois disso tudo o que havia de resina, substitui novamente por amalgama, tenho restaurações de amalgama com mais de 20 anos que NUNCA deram qualquer problema, salvo algum pedaço que acabou quebrando. Com relação as doenças citadas em função do mercúrio posso lhe assegurar que as quantidades de metais pesados ingeridos diariamente superam qualquer resíduo de Hg que possa liberar uma restauração, aliás o próprio triclosan causa sérios danos a animais, por que não causaria em nós seres humanos?! sou da seguinte opinião: Amalgama foi usado durante mais de 50 anos e os resultados foram satisfatórios por que abandoná-lo?

  • Márcio,

    Eu também passei pelo mesmo problema que você. Tive uma amalgama por mais de 27 anos em um dente posteiror e nunca havia tido algum incomodo com ela. Procurei um dentista pedindo informações sobre a resina e o mesmo imediatamente falou que poderia ser efetuada a troca dos materiais sem problema algum. Conclusão: ganhei um enorme canal de presente. Antes o paciente escolher cabe ao dentista que e é o profissional mais habilitado para dizer ao paciente qual e o melhor material para feita a restauração. E digo com certeza absoluta que quando volta ao dentista e claro, não irei voltar neste que me fez esta besteira mais solicitarei as trocas dos materiais. E viva a amalgama, Roberta, parabéns pelo seu comentário

  • na composição da liga de amálgama leva o mercúrio, o que pode contaminar os pacientes através dos vasos dos dentes e dos vapores de Hg quando são colocadas e trocadas. Então acho a resina mais saudável mesmo não sendo tão resistente.

  • Minha mãe atuou como dentista por mais de quarenta anos. Era da época que não existia amalgamador, não usava luvas, muitas vezes pegava o amálgama com os dedos. Hoje ela tem 75 anos, aposentada e nem sinal de alzheimer e de nenhum problema mais sério.
    Se o índice de contaminação do mercurio fosse tão significativo a população que durante todas estas décadas usa suas restaurações de amalgama…a grande maioria estaria condenada ao alzheimer!

  • Eu concordo com vc ! Minha experiência neste 20 anos na odontologia também tem mostrado isso. E as poucas resinas que pertiti que colegas colocássem na minha boca já me causaram grandes arrependimentos. Haja sensibilidade!! Haja forramento!!!!!

  • Meu paciente da faculdade, fui trocar uma restauração MOD extensa, e o havia necessidade de um slot horizontal na distal do dente anterior ao que fiz a MOD, Obvio que usei o amalgama, devido suas menores chances de infiltração, e sem a necessidade da estética no local da restauração..

  • Concordo contigo meu amigo!!! Ã? insuperável em durabilidade e resistência a compressão e à tração se comparado a qualquer outro material restaurador existente!!!!Utilizo ainda em larga escala e explico aos meus pacientes os benefícios!!!! Tamo Junto!!!!!

  • Tanto a resina quanto o amálgama, quando feitos de forma incorreta, geram problemas. Tenho amálgamas feitos há mais de 20 anos sem quaisquer problemas. Sempre temos proposto as duas opções, até por questão de custo, mas o paciente quase sempre opta pela resina. Mesmo que tenha sensibilidade pós-operatória eles relatam, em alguns casos, ser o custo da estética. A escolha é do paciente, mas sempre documentando tudo em prontuário pra depois não reclamar.

  • prefiro a utilização de CIV como base + resina composta em restauraçoes profundas, visto da liberação de fluor pelo ionomero e pelo fato de estudos recentes demonstrarem que o amalgama pode estar associado com fatores cancerigenos pela liberação de mercurio a longo prazo. Mas não há duvidas que em termos de longevidade é muito superior a resinas.

  • Estou com aproximadamente 30 anos trabalhando em clínica geral e grande parte dos meus pacientes trabalham como agricultores, para estes eu na maioria das vezes, faço restaurações em dentes posteriores com amálgama, pois são pessoas que escovam os dentes de manhã qdo acordam e a noite antes de dormir e por mais que sejam bem orientadas, não seguem os nossos conselhos, portanto acho o amálgama mais eficiente para esses casos.

  • Uso muito amálgama em dentes posteriores, principalmente em pacientes com deficiência de higiene e consumidores de doces. Minha experiência em Saúde Pública, tem demonstrado a longevidade deste material se comparado a resina, uma vez que, esta exige uma técnica muito apurada, para que se consiga realmente uma restauração adequada, o que quase nunca é possível, pelo tempo que precisamos para executá-la.

  • Eu trabalho em consultório particular e ESF, e raramente uso amálgama, sou a favor do amálgama apenas em pacientes relaxados com histórico de má higiene, se eu vejo que o próprio não escuta e não segue os conselhos de higiene bucal, também não escuto na hora do mesmo pedir a tal “massinha branca”.

    Também não sou fã de trocar restaurações extensas de amálgama por resina composta, já fiz bastante, mas os casos de sensibilidade após a troca é freqüente.

  • Material excelente! No serviço público utilizo muito, é o q mais segura as pontas, ja que muitos usuários não dão a mínima p higiene bucal, mas em meu consultório a utilização é pouca, 90% dos pacientes optam pelas restaurações estéticas.

  • Excelente material! Sou fã do amálgama. As poucas restaurações de resina que possuo na boca não chegam nem perto das de amálgama…, em qualidade e durabilidade.
    Ã? uma pena que tentaram e quase conseguiram banir o amálgama dos consultórios dentários.
    Poucos profissionais ainda o utilizam.

  • Ã? relativo, como tudo na odontologia, depende das condições apresentadas pelo cliente. Os procedimentos restaudores em resina composta vem apresenta excelentes resultados tanto em funcionalidade quanto em estética porém a durabilidade destes, vem sendo motivo de incontáveis estudos; logo, um material como o amalgama apresenta-se mais durável, teoricamente( muito embora este quesito seja diretamente proporcional aos cuidados do paciente), muito embora o mesmo apresenta desfavorecimento estético. Sendo assim, concordo com o uso das ligas de amalgama na odontologia, devido às suas propriedades mecânicas e químicas, no entanto, quando indicado, ou seja desde que a restauração não comprometa a aparência do sorriso.

  • Olá, há dois dias fiiz duas restaurações de amalgama e sinto gosto ruim na boca , gosto metálico e meio amargo, parece que esse gosto vem do amalgama, será que vai passar com o tempo? E outra pergunta, li na internet antes de chegar aqui nesse site que o amalgama causa problemas de saúde, isso é verdade? Estou preoupada.

  • […] sinceramente acho isso um exagero. Como tudo na Odontologia, o amálgama tem suas indicações e não deveria ser removido do mercado. O que sei é que se ele sair de uso nos EUA em breve sairá […]

  • Infelizmente os pacientes, por desconhecimento das indicações para as resinas compostas (que são restritas) acham que dá para fazer tudo com resina. Cabe a nós, profissionais DA SAÃ?DE fazê-los entender que, para ter uma restauração de resina não basta só querer, deve-se ter indicação e manutenção com mais frequencia do que um amálgama que é FEIO, mas dura muito. Se o paciente está preocupado com a estética, existem outros materiais muito superiores à resina que resolvem o problema. Novamente cabe a nós Da SAÃ?DE, saber o melhor custo benefìcio em relação à durabilidade, que no final das contas é o que todo mundo quer, acima de qualquer coisa…

  • Eu gostaria de saber a verdade sobre a resina. Ã? muito frágil? Ã? mais difícil de ser preparada? Como é preparada?

    Porque há 8 meses fui a uma clínica, e pela primeira vez o selante foi resina. Foi em dois dentes frontais, na parte interior.
    A dentista deixou os dentes com resina enrugada, razão pela qual durante a escovação, um delas caiu.
    Voltei e ela refez. Ficou bem lisa e ainda está boa.

    Mas ontem, a resina do outro dente caiu. Durante todos esses oito meses vinha atritando com o fio dental. Então como era de se esperar, caiu.

    Hoje voltei à clínica e a dentista era outra. Ela consertou, deixando bem lisa a resina. Uma hora depois de sair de lá, almocei e a droga da resina caiu de novo.
    Agora vou ter que esperar até depois de amanhã(segunda-feira) pra ela refazer.
    O mesmo orifício que ela tapou caiu em menos de duas horas. Como pode???!
    Estou muito revoltado e queria saber também(além das perguntas no início do texto) o que devo fazer pra evitar isso futuramente, já que não encontro orientações? Fiz várias pesquisas no google e não encontro nada relevante.
    Devo cobrar que a dentista prepare a resina de uma maneira melhor? Sei que isso, do ponto de vista de vcs, é uma coisa que não tem a ver comigo. Sou paciente, não odontólogo. Mas não gosto de ser passivo, presumindo que a dentista seja competente. Quero “armas” pra identificar se ela sabe o que faz realmente.

    Quero saber se o fato das resinas terem caído QUATRO vezes é incompetência das dentistas dessa clínica, se estão preparando a substância de modo errado(pressa?), resina não presta ou o que mais?

    Gastei R$50,00 e estou muito insatisfeito com esse trabalho porco.

    Obrigado.

  • Sou a favor da amálgama, tinha duas restaurações com ela a mais de 20 anos e nunca deu problema. Até que uma delas trincou e tive que colocar a resina. em 3 anos a resina quebrou. Independente da estética a amálgama apesar do mercúrio é excelente.

  • Olá! Tenho algumas restaurações em amálgama, me sinto encomodada,sem animo p sorrir, tenho desde criança.. Tive uma cárie recentemente próximo a que estava restaurada com amálgama… Restaurei em resina e me dava tipo um choque.. Como se fosse o impacto da amalgma com um papel metálico, e fui imediatamente ao dentista colocar o amálgama… Não sinto mais sensibilidade, porem incomoda essa sensação de metal na minha boca… Mas enfim e recomendável a troca das outras amálgamas q tenho desdos 10 anos? Ou isso vai me gerar mais sensibilidade? Obg…

    • Olá Amanda, vivi a mesma experiência sua. Troquei algumas restaurações metálicas, e devido à sensibilidade em alguns dentes tive que retornar ao amálgama. O que você pode fazer é tentar trocar de novo, avisando a seu dentista do acontecido, pra que ele cuide bem do isolamento entre dente e resina, diminuindo assim a chance de sensibilidade. 🙂

  • Ola, estive procurando saber sobre alergia a restauracoes e achei seu blog. Ha muito tempo sofro com um gosto amargo na minha boca. Nao sabia a causa, entao fiz varios tratamentos detox para o figado, estomago e etc. Escovo bem os dentes, fio dental e etc, etc. A boca fica limpa, mas o gosto continua. Tinha amalgama nos meus dentes e troquei todos por resina. Sinto particularmente um unico dente que talvez seja a causa. Acontece que ja fui a varios dentistas, e eles dizem que nao tem nada nesse dente. Sera que tenho que trocar a resina por amalgama novamente? Eu nao tinha isso quando tinha amalgama. Mas fico na duvida porque tambem vejo pessoas reclamando desse gosto depois de fazer amalgama. Depois de tudo que fiz, tenho certeza que meu problema é local. Alguma solução?

  • POis eu troquei as restauraçoes por essas branquinhas, estou tendo agora que fazer canal e colocar coroa. eu acho quem a sua de prata tem que deixar assim porque senao…..

  • Prefiro um milhão de vezes a amálgama pois tenho duas restaurações com ela a mais de 20 anos e nunca mim deram problema e recentemente a mais ou menos 2 meses fiz duas restaurações de resina e por incrível que pareça já caiu e troquei na primeira vez não sentia nada mas desta vez sinto um tipo de fisgada onde esta a resina soube que a amálgama esta liberada não vejo a hora de colocá-la logo aff detesto essa tal de resina.

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