Comprimido, Drágea e Cápsula: entenda as diferenças

Muitos de vocês podem achar o assunto desse post batido ou desnecessário, mas garanto que existem muitos profissionais que não sabem ou se confundem com as diferenças entre as formas farmacêuticas dos medicamentos.  A princípio pode parecer que isso não faz diferença para o paciente leigo que vai ler a receita, mas e para o farmacêutico que fará a venda do medicamento? E se esse paciente tiver alguém em casa que tem conhecimento? Bobagem? No meu humilde ponto de vista, não, pois detalhes fazem a diferença.

Mas então vamos esclarecer?

Primeira coisa que devemos ter em mente, é que cápsula, comprimido e drágea (comprimido revestido) são as formas farmacêuticas, ou seja, são as formas que os remédios serão comercializados. Além das formas citadas que são sólidas e o objetivo do post, temos as líquidas (Ex: xaropes), semissólidas (Ex: pomada), gasosas (Ex: inalantes) e as especiais (Ex: substâncias que se apresentam em mais de uma forma ou que estão e estado diferente dos citados acima). Elas devem facilitar a utilização, preservar as características físico-químicas e farmacológicas, além de garantir o efeito desejado.

COMPRIMIDO

ComprimidosÉ forma farmacêutica obtida através da compressão do pó de um ou mais princípios ativos, com ou sem excipiente. Muitos medicamentos sem apresentam dessa forma além de apresentarem uma maior precisão da dose.

Exemplo: Dipirona Sódica.

 

 

DRÁGEA (COMPRIMIDO REVESTIDO)

DrágeasÉ um comprimido que passou por um processo de revestimento que é feito com açúcar, pode ou não ter corante e serve para proteger a substância ativa de degradação precoce, proteger da umidade e luz, facilitar digestão e proteger também da destruição estomacal. Geralmente a drágea é indicada quando se deseja que a absorção seja em nível intestinal.

Exemplo: Neosaldina.

 

CÁPSULA

CápsulasJá no caso das cápsulas, são duas partes que se encaixam e os princípios ativos e excipientes estão envolvidos por um invólucro feito de gelatina ou de gelatina com adição de algum emoliente. Podem conter formas líquidas, sólidas ou pastosas. São bastante solúveis e bem digestivas, assim liberam rapidamente o medicamento.

Exemplo: Amoxicilina.

 

Tendo tudo isso em mente, nós como profissionais da saúde devemos avaliar e decidir a via de administração, velocidade de ação e qual tipo de paciente temos. E sempre na hora de fazer a receita, sabermos qual a forma farmacêutica do medicamento que estamos prescrevendo para escrevermos da forma correta. 😉

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Juliana Mariano

Ortodontista e radiologista no consultório, geek, séries, filmes, músicas nas horas vagas e comunicativa o tempo todo.