Sobre ética, intolerância e obrigação de atendimento

Essa semana o Brasil inteiro (ou quase todo) ouviu falar, nem que por um breve instante, no caso da médica pediatra gaúcha que se recusou a continuar o atendimento de uma criança cujos pais não compartilhavam da sua mesma opção e visão política. Eles são de esquerda, a pediatra, de direita.

Choca isso, certo ??? Depende. E não depende se você veste verde-amarelo ou veste vermelho. Nem se prefere coxinha ou pão com salame. Depende do seu grau de maturidade e de instrução.

O escritor italiano, recém falecido, Umberto Eco, disse certa vez que as redes sociais deram voz a uma multidão de idiotas. E esse caso em específico prova que ele estava certíssimo. Discursos repletos de intolerância e ódio povoam as redes sociais desde então. A imensa maioria feitos por gente que não tem um pingo de ideia sobre o que está falando. Mas mesmo assim falam.

Nós profissionais de saúde temos a prerrogativa legal de nos recusarmos a atender paciente x ou y de acordo com a nossa avaliação, quando houver qualquer empecilho ao bom relacionamento e desempenho profissional. Não há, como disseram muitos, obrigação de atendimento.

Alguns pontos importantes precisam ser mencionados a respeito, até para evitar que desinformação circule por aí contaminando ainda mais as mentes desses partidários revoltados.

O primeiro é o fato de que o tratamento a que criança seria submetida não era nenhuma emergência, ou seja, era eletivo, e a negativa de atendimento não colocou o(a) paciente em risco algum.

Compartilhe essa postagem com seus amigos
  • 627
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Comente

Comentários