Ionômero de Vidro modificado pode substituir amálgama e resina

Um estudo liderado por cientistas brasileiras desenvolveu um novo material para restaurações dentárias. Os pesquisadores melhoraram as propriedades do cimento de ionômero de vidro e acreditam que ela pode se tornar uma opção mais resistente e segura à resina e ao amálgama, utilizados atualmente. A descoberta foi publicada nesta terça-feira no periódico Scientific Reports.

De acordo com os cientistas, as vantagens do material são várias. O cimento de ionômero de vidro não precisa de uma camada intermediária de adesivo para se colar ao dente, ao contrário da resina; libera fluoreto, o que ajuda a prevenir cáries; pode ser misturado à mão, descartando o uso de equipamento especial; e não precisa ser iluminado com uma lâmpada para endurecer. Estas duas últimas vantagens são úteis em áreas onde não há eletricidade ou equipamentos odontológicos.

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Para testar a resistência do cimento ionômero de vidro na obturação foram realizados dois experimentos: raio-x (à esq.), que mostra a microestrutura do preenchimento no dente; e a imagem pelo espalhamento de nêutrons (à dir.), que exibe a quantidade de líquido nos poros do cimento(Benetti, A.R.et al., DOI:10.1038/srep08972 (2015)/VEJA)

A resina é o material mais utilizado atualmente para preencher as cavidades causadas pela cárie. Ela se assemelha à cor dos dentes e é razoavelmente forte para aguentar os movimentos de mastigação. Entretanto, os preenchimentos precisam ser substituídos com frequência em pacientes com tendência a desenvolver cáries. Outra desvantagem é que a resina requer o uso de um adesivo para colá-la ao dente e isto faz com que o processo de preenchimento seja mais vulnerável.

 

A amálgama é outro material utilizado nos tratamentos. Embora seja resistente, está em desuso porque o mercúrio de sua composição traz riscos à saúde e ao meio ambiente.

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