30 tons de cinza #2 – Tomografia em Odontologia

Tomografia = tomo (secção, do grego “tomos”) + grafia (escrita). Ou seja, tomografia é o registro de secções (fatias) do corpo humano. A tomografia computadorizada (TC) é um método de auxílio diagnóstico por imagem que utiliza a radiação X para obter a reprodução de uma secção do corpo humano em quaisquer uns dos três planos do espaço. De forma geral existem 2 tipos de tomografia: a convencional e a computadorizada.

A TC é classificada de acordo com o formato do feixe de raios X utilizado: tomografia computadorizada de feixe em leque (Tomografia Computadorizada Fan Beam) e tomografia computadorizada volumétrica de feixe cônico (Tomografia Computadorizada Cone Beam), que é a que utilizamos na Odontologia.

A TCCB introduziu a terceira dimensão na Odontologia, beneficiando aquelas especialidades que não usufruíam da TCFB por falta de especificidade.  A técnica Cone Beam, surgiu em 1998, desenvolvida pela indústria, fruto de pesquisas simultâneas no Japão (Nihon) e Itália (Verona), especificamente para a área da Odontologia, sendo uma derivação de um sistema que já era usado na área médica, para angiografia e mamografia. O primeiro tomógrafo computadorizado cone beam do mercado foi o Newton 9000 – Verona, Itália.

Mas qual a diferença entre Fan Beam e Cone Beam?

Cone Beam X Fan Beam
Feixe em forma de leque X feixe em forma de cone

 Tomografia computadorizada Fan Beam:

Nos scanners fan beam, uma fonte de raios X e um detector de estado sólido são montados em um pórtico rotativo. Os dados são adquiridos através de um feixe em forma de leque estreito e os raios X transmitidos através do paciente. O paciente é fotografado fatia por fatia, geralmente no plano axial, e a interpretação das imagens é alcançada pelo empilhamento das fatias para obter múltiplas representações em 2D. Em resumo: a TCFB produz imagens em fatias e os cortes são posteriormente reunidos na ordem e orientação corretas para a construção do volume.

Tomografia computadorizada Cone Beam:

A técnica cone beam faz uma varredura, com uma única rotação de uma fonte de raios X. Um pistão sensor de raios X, fixo por um braço, gira em torno da cabeça do paciente de forma a adquirir muitas projeções simples ou base de imagens. Ou seja: em uma exposição única com o uso de um feixe em forma de cone, rotacionando em 360 graus, obtém-se uma imagem tridimensional do paciente na tela do computador, imagem que pode ser trabalhada, segmentada e analisada em qualquer plano ou incidência.

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