Ortodontia – O “X” da Questão #5 – APM (Aparelho de Protração Mandibular)


Há muitos anos, o tratamento de pacientes adultos é uma realidade na prática ortodôntica. Para os casos de pacientes adultos portadores de deficiência mandibular, existiam duas possibilidades usuais de tratamento: a primeira, compensatória, com extração de pré-molares, permitindo retração dos incisivos superiores e consequente correção do trespasse horizontal; a segunda, cirúrgica, reposicionando a mandíbula em uma posição mais anterior.

A primeira muitas vezes melhorava a relação entre os arcos mas comprometia seriamente o perfil do paciente, o que fazia muitos colegas optarem pela segunda, o que levava muitos pacientes a desistirem do tratamento por questões financeiras. Até que então, surgiu o APM.

partes do apmO APM (Aparelho de Protração Mandibular) foi desenvolvido na década de 80 pelo Prof. Dr. Carlos Martins Coelho Filho, um ortodontista maranhense que procurou criar um aparelho que fosse de baixo custo e fácil de ser confeccionado, tanto pelo ortodontista como pelas auxiliares e cuja instalação fosse fácil. Ele se baseou nos princípios de um outro aparelho propulsor mandibular, o HERBST, e sua criação sofreu várias alterações estruturais e funcionais desde sua criação.

Como vocês podem ver na imagem ao lado, o APM é um aparelho bem simples, comporto por 2 hastes mandibulares (peças da extremidade), duas hastes maxilares (peças centrais) e duas travas para as hastes maxilares (peças menores).

Segundo o próprio Coelho Filho, as principais alterações decorrentes do uso do APM são de ordem dento alveolar, principalmente, com a inclinação lingual dos incisivos superiores, porém também podendo serem observadas alterações esqueléticas (aumento do comprimento mandibular), tendo como resultado final uma diminuição no trespasse horizontal e na convexidade facial.

Aqui em Alfenas-MG, no Instituto Marcelo Pedreira, onde me formei e atualmente colaboro como professor auxiliar, temos uma das grandes referências brasileiras de sucesso com a utilização desse aparelho, que é o Prof. João Carlos Martins (que não é parente do inventor rs).

Ele, que também é um entusiasta e autoridade no estudo da técnica bidimensional, orienta todos os seus alunos a, se possível, utilizá-la quando o paciente for diagnosticado como um possível candidato ao uso do APM. Isso se deve ao fato do aparelho bidimensional posicionar perfeitamente os incisivos inferiores já no arco 0,17 x 0,25 de aço, impedindo a sua vestibularização durante o uso do APM devido ao preenchimento total do slot dos braquetes desses dentes.

Indicações do APM

  • Tratamento das Classes II esqueléticas
  • Pacientes braquicefálicos com sobremordida profunda
  • Preservação de ancoragem dos molares superiores, impedindo sua mesialização
  • Distalização de molares superiores
  • Retração em bloco dos dentes superiores
  • Preservação da ancoragem do segmento intercanino inferior, impedindo sua inclinação lingual durante a mesialização do segmento póstero-inferior nos casos de extração de pré-molares e primeiros molares inferiores
  • Emprego unilateral ou ativação diferenciada em um dos lados, tanto para correção das relações das Classes II assimétricas de molares como de desvios da linha média

Contra-indicações do APM

  • Vestibularização excessiva dos incisivos inferiores
  • Pacientes dolicocefálicos severos
  • Pacientes com mordida aberta

Confecção do APM

Nesse vídeo o Dr. Marden Bastos ensina a confeccionar o APM:

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Comentários


3 comentários em “Ortodontia – O “X” da Questão #5 – APM (Aparelho de Protração Mandibular)

  • 9 de dezembro de 2014 em 17:12
    Permalink

    interesante articulo, me ha ayudado a resolver las dudas que tenia acerca de la ortodoncia y como es… ya que yo necesito hacerme la también!

    Resposta
  • 24 de março de 2015 em 20:28
    Permalink

    muito bom! apesar de ter alguma dificuldade clínica ainda com o apm, os resultados são maravilhosos.

    Resposta

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