Ortodontia – O “X” da Questão #2 – Padrões Faciais


Fala moçada !!! Pra continuar a nossa série resolvi falar de um assunto que, pelo menos pra mim, foi motivo de muitas dúvidas quando iniciei na Ortodontia, e o é, em muitos casos, até hoje: os padrões faciais. Como entender isso é fundamental para um perfeito diagnóstico e um bom planejamento dos casos, antes de mais nada, vamos tentar entender que padrões são esses.

Encontrei um artigo no site de uma clínica particular que explica muito bem esses padrões, e por isso fiz um compilado tipo resumão para vocês aqui no VDD.

Vejam: O conceito moderno de PADRÃO trata-se de uma concepção do renomado ortodontista brasileiro, o Prof. Dr. Leopoldino Capelozza Filho, que com sua  abordagem nos ensina que os diferentes tipos de maloclusões existentes são consequência do tipo de padrão de crescimento facial de cada paciente. Isso significa que é esse tipo facial quem determinará qual a maloclusão que o paciente poderá ter, e não o contrário. Os padrões de crescimento são geneticamente definidos, e atualmente podem ser divididos em 5 tipos, que podem aparecer em níveis de gravidade diferenciados, que classificamos como leve, moderado e severo. Vamos a eles:

Padrão I: Esses indivíduos possuem um crescimento equilibrado do esqueleto, com um perfil reto e um selamento labial passivo (paciente não faz força para fechar a boca). Nesses indivíduos o mal posicionamento dentário é decorrente primariamente de distúrbios no trajeto de erupção ou do tamanho dentário em relação aos ossos maxilares. Em outras palavras, não há problemas no esqueleto, e portanto a má oclusão é de origem estritamente dentária. Sendo assim, esses indivíduos, de ante-mão tem prognóstico de tratamento muito bom, já que os aparelhos ortodônticos são dispositivos excelentes para correções de posicionamento e movimentações dentárias em geral.

Padrão II: Indivíduos que possuem um perfil convexo, com o lábio superior projetado e o inferior evertido (virado para baixo). Esses pacientes geralmente tem queixa de “dentes muito pra frente” e/ou “pouco queixo”. O perfil convexo é decorrente de um crescimento deficiente da mandíbula ou um crescimento acentuado da maxila para frente (maçã do rosto) ou ainda uma combinação de ambos. O prognóstico desses pacientes varia de acordo com a gravidade da discrepância, ou seja, em casos leves e moderados poderá ser possível o tratamento somente com aparelhos, e  em casos graves será necessário intervenção ortodôntico-cirúrgica para se conseguir a oclusão correta entre os dentes.

Padrão III:  Indivíduos que possuem um perfil côncavo, e comumentemente se apresentam com uma mordida cruzada anterior (incisivos inferiores a frente dos superiores) ou em topo (incisivos inferiores ocluindo topo a topo com os superiores). O Perfil côncavo ocorre em virtude de um crescimento exagerado da mandíbula (também chamado de prognatismo mandibular) ou por uma deficiência de crescimento anterior da maxila (maçã do rosto) ou uma combinação de ambos. O prognóstico desses pacientes também varia de acordo com a gravidade da discrepância, ou seja, casos leves e moderados poderão ser tratados somente com aparelhos e em casos graves se faz necessário intervenção ortodôntico-cirúrgica.

Padrão Face Longa:  Diferentemente dos Padrões II e III, o padrão Face Longa tem distúrbio de crescimento esquelético no sentido vertical(de frente) e não antero-posterior(perfil) Esses pacientes não conseguem selar os lábios de forma passiva pois possuem o terço inferior da face aumentado (da base do nariz à ponta do queixo). Os indíviduos Padrão Face Longa apresentam com frequência respiração bucal, amigdalites recorrentes e crônicas, além de roncos e apnéia durante o sono. O mal posicionamento dentário nesses pacientes apresenta-se de forma muito variada, sendo o mais comum a mordida aberta anterior (incisivos superiores não se tocam com os inferiores), a atresia dos arcos dentários (arcos estreitos), apinhamentos (dentes encavalados) em diferentes níveis e grande exposição gengival no sorriso. O prognóstico para esses pacientes varia de acordo com a gravidade da discrepância, porém é comum os pacientes Face Longa de nível moderado de gravidade necessitarem de intervenção cirúrgica para correção da má oclusão. Nos casos de gravidade leve, onde se trata somente com aparelhos, não é raro a necessidade de extrações dentárias e a limitação estética no final, visto que a maioria dos aparelhos dentários possuem grandes limitações para correções de desordens no sentido vertical.

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