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Odontologia de ontem e de hoje

No próximo dia 10/09 encerram-se as inscrições para um dos principais e mais concorridos vestibulares do país, a FUVEST, que seleciona candidatos aos cursos oferecidos pela Universidade de São Paulo/ USP.

Em 2012 o total de inscritos foi de 146.892 interessados em uma das 10.952 distribuídas por todos os cursos.

A maior relação candidato/vaga ficou com Engenharia Civil campus São Carlos com 52,27, seguido por Medicina  com 51,18 e Publicidade e Propaganda  com 47,20. Odontologia obteve 11,7 candidatos por vaga para o curso Integral e 6,6  candidatos por vaga para o curso Noturno, bem abaixo das carreiras mais concorridas.

O Odontólogo é o profissional de saúde responsável por estudar, tratar e manter a saúde do sistema estomatognático, e claro do SORRISO! Eu particularmente acho cedo, ter que decidir aos 16 ou 17 anos o que se vai fazer profissionalmente para a vida toda, mas a odontologia é uma ótima escolha.

As descobertas da tecnologia e a globalização das informações fizeram da Odontologia moderna algo diametralmente diferente da Odontologia  de 30 ou 40 anos atrás. Aliás, não precisamos ir longe. Ela é diferente da Odontologia que eu cursei entre 1986/1990. Num passado não muito distante, os dentes não eram vistos como órgãos de funções específicas. Quando muito, pensava-se no sorriso.

Por falta de informação, instrumental e técnicas, a extração era algo muito recorrente. Os dentes “do fundo” quase sempre eram preteridos. A preocupação limitava-se aos da frente.

_Doutora, se extrair esse vai aparecer no sorriso?

Lutamos muito, e ainda lutamos para mudar esse pensamento. Quase não se falava em prevenção.

A Odontologia não tem o mesmo glamour da Medicina e, alguns, costumam dizer que Dentista é o cara que não passou em medicina. Eu nunca quis ser médica. O fato da profissão ser a segunda com maior credibilidade entre os brasileiros é um alento, e ainda guardamos algum prestígio, mas competir com celulares, tablets e carro zero Km é nosso maior desafio.

O Dentista sai da faculdade como Clinico Geral, apto a executar  a maioria dos procedimentos clínicos. Hoje em dia a escolha por uma determinada área pra especialização é muito comum. Pode-se fazer especialização logo que termina a graduação. Na minha época só se podia fazer depois de dois anos de formado, o que eu, particularmente, acho mais lógico. Acho que todos deveriam atuar um pouco como clinico pra ver o que realmente faz seus olhos brilharem. Mas a Odontologia não se limita ao consultório. Formado o profissional pode clinicar, atuar como perito ou até na industria, sem falar nas carreiras acadêmicas e de pesquisa.

A Odontologia está um pouco em baixa, e parte desse desprestigio se dá pela imagem que nós profissionais passamos dela. Numa pesquisa realizada entre dentistas, sobre se incentivariam um filho a fazer odontologia, decepcionantes menos de 15% disseram que sim. Um pouco disso se deve a imagem de que Dentista ganha muito bem, e quando a realidade bate a porta decepciona.

Eu, felizmente estou entre esses 15% e afirmo: Ser Dentista é tudo de bom! :D

 

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Esse texto que mostra como era tratada a Odontologia por dentistas e pacientes na geração anterior à atual é cortesia da minha amiga, cunhada e top-comentarista do VDD Célia Barral, dona do ótimo blog Odontostalgia, que os convido a conhecer clicando aqui ==> http://odontostalgia.wordpress.com 

 

Sobre: Fabricio F. Mendes .'.

Fabrício Figueiredo Mendes é atleticano desde que nasceu em 1978, dentista desde 1999, marido desde 2005, pai desde 2008 e blogueiro odontológico desde 2010 quando de Ilicínea, no sul de Minas Gerais, resolveu criar o Vida de Dentista.

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