Dentista: Profissão Perigo

profissão dentistaEu precisava contar para vocês, também aqui no blog, sobre o que ocorreu comigo na quinta passada, quando passei pela situação mais delicada desses meus quase 13 anos de exercício da Odontologia, onde uma paciente teve uma parada (cardíaca?) na minha cadeira.

Nossa profissão está repleta de procedimentos, massivamente executados, que às vezes (não por mal) ficam mecanizados. E esse fato que vou relatar mostra bem de como a vida de um dentista pode ser perigosa e um segundo de desatenção pode ser fatal.

Minha sorte é que eu já tinha escrito um post aqui no blog ensinando a dentistas como reagir num caso de emergência semelhante ao que aconteceu comigo, e sabia como agir.

Pra que vocês entendam bem e eu não corra o risco de esquecer nada, reproduzirei aqui embaixo a sequência dos fatos da mesma maneira como o pessoal do Twitter soube em tempo quase real. Tava tudo fresquinho na minha memória. Vejam:

 

 

 

 

 

20 comentários em “Dentista: Profissão Perigo

  • 21 de maio de 2012 em 11:01
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    Tenho tendência a “paralisar” em situações de pressão. Oxalá eu também aprenda a saber reagir para poder actuar em conformidade… pois uma coisa é eu saber teoricamente o que se deve fazer, mas o importante é conseguir fazê-lo sem bloquear, num momento de necessidade. Obrigada Fabrício, com exemplos também se aprende! 😉 agora sossega desse susto! 🙂 Muita força e um beijinho*

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  • 21 de maio de 2012 em 14:07
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    O pac. tinha pressão alta? fez uso de anestésico com vaso, ou sem vaso?
    imagino pelo susto!
    parabéns!

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    • 25 de maio de 2013 em 13:14
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      Não existe contra-indicação ao uso de vasoconstrictor mesmo em pacientes hipertensos. Pacientes com pico hipertensivo devem ter os procedimentos adiados até o restabelecimento de uma P.A. aceitável. Até o próprio Malamed defende que não se use anestésico sem vaso, uma vez que têm ação muito pobre e a descarga de adrenalina causada pelo desconforto ou dor é muito mais danosa que o vasoconstrictor do anestésico.

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  • 21 de maio de 2012 em 15:44
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    Fabrício, passei por uma situação terrível há 2 meses, no meu caso foi edema de glote, logo após a anestesia, o paciente disse que a garganta fechou, o "bonito" é alcoólatra, tem pressão alta, não havia tomado os medicamentos, e ele só sobreviveu porque o médico e o enfermeiro do psf ao qual faço parte atenderam ele prontamente, já havia extraído 6 dentes inferiores, para realização de PT inf, e, quando eu ia terminar as extrações, acontece uma dessa! Sei bem sua angústia, eu ia ter que me mudar pro Acre ou sei lá pra onde, naquele dia orei pela manhã pelo meu trabalho e pelos meus pacientes e sei que foi só pela misericórdia divina que minha carreira odontológica não terminou ali, the pior forma possível. Abraços, que bom que ambos tivemos um final feliz 🙂 Se interessar, poderia relatar meu caso pro site, por completo!

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  • 21 de maio de 2012 em 16:35
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    Nossa, que susto heim, Mas graças a Deus que tudo acabou bem, parabéns pela manobra rápida que fez e controlou a situação.

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  • 21 de maio de 2012 em 13:47
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    Pow amigo, que barra!
    Não sei nem o que falar….

    De qualquer forma eu iria te defender….. “o cara é bom, foi uma fatalidade” 🙂

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    • 21 de maio de 2012 em 13:54
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      Tenho certeza mano … mas nada seria suficiente pra livrar minha barra da língua do povo 🙁

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  • 21 de maio de 2012 em 18:53
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    Neste caso a anamnese não valeu de nada pois ele já estava na última restauração, já havia aplicado outras anestesias, tudo corria normal, ou na anamenese não foi relatado algo, ou realmente foi uma fatalidade. Se na anamnese já estava claro um quadro clínico ou patologia que indicaria a possibilidade de uma parada cardíaca, sem susto vc está trabalhando dentro desta possibilidade agora no caso foi pior pq o colega nem imaginava a possibilidade!Anamnese sempre!Mas também não quer dizer nada!Hoje o Pacc. está ótimo e amanhã , daqui umas horas… sabe lá Deus,..

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  • 21 de maio de 2012 em 18:57
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    E outra, nada de largar de profissão, foi para isso que nós nos formamos , eu mais que ninguém posso falar disso, sabe o que é ficar com uma Pac. 6 meses em coma em uma UTI ,em momento algum me senti culpado e as ressonâncias magnéticas provam, não foi fácil !Só com a misericórdia Divina para superar tudo isso!

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    • 21 de maio de 2012 em 18:59
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      Que história Romeu … quer contar ela pros meus leitores não ??? Me manda ela que eu publico … (VIDADEDENTISTA@GMAIL.COM)

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      • 21 de maio de 2012 em 21:39
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        Vou ser sincero, não gosto nem de lembrar!Contar seria muito difícil, principalmente digitando, o que sei é que não vale abandonar a profissão, seria um atestado de culpa que vc se daria para o resto da vida , não saberia viver com isso…ergui minha cabeça e usei todo meu conhecimento a meu favor , para me provar e provar para a família da paciente que não tinha culpa por aquilo,….. o tempo passou as coisas foram encaminhando e aqui estou especializando em ORTO e No fim do ano começarei residência e especialização em cirurgia e traumatologia BMF, sempre dê tempo ao tempo e acredite , mesmo quando tiver TUDO TENEBROSO que de alguma forma DEUS sempre esteve presente em todos os momentos, e na HORA certa ELE vai dar sempre o melhor!

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  • 21 de maio de 2012 em 21:42
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    Se quiser me ligar entre em contato por email, te passo meu tel e conto com detalhes.

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  • 24 de maio de 2012 em 15:03
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    Sempre que leio esse tipo de relato fico com um frio na barriga.
    Há mais de dez anos um paciente teve uma “ausência” na cadeira.
    Ele era portador de cisticercose e fazia uso de muitos medicamentos.
    A esposa estava junto e me deu tranquilidade dizendo que essas ” ausências” já tinham acontecido e que o médico disse serem sequelas.
    Eu apenas reclinei a cadeira, e tentei mantê-lo em contato. Era um homem de 1,94 e meu consultorio é no primeiro andar. Passei dias revisando a conduta. Sei que fiz tudo certo.
    Mas devo admitir, que minha anamnese deixa a desejar.
    Vou rever isso!
    Que bom que vc ficou bem.
    e a paciente também 🙂

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