Atendendo Pacientes Cardiopatas


Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, as mortes por problemas cardiovasculares encontram-se no topo do ranking brasileiro. A maioria das mortes causadas por doenças cardiovasculares estão associadas a fatores de risco bem conhecidos, como a diabetes, hipertensão arterial, colesterol, IMC, assim como o hábito de fumar e não praticar exercícios físicos.

Nenhum cirurgião dentista é obrigado a fazer o diagnóstico de problemas cardíacos do seu paciente. Entretanto, é essencial que saibamos realizar uma boa anamnese e coletar todos os dados necessários acerca da saúde do paciente, hábitos e potenciais fatores que possam estar ligados com a presença ou potencial chance do mesmo desenvolver cardiopatias, principalmente tendo em vista o crescente envelhecimento da população.

Não precisamos atender com receio pacientes que possuam qualquer problema cardíaco, como se os mesmos fossem morrer a qualquer momento em nossas cadeiras.  Temos simplesmente que executar a função a qual fomos designados: Orientar, prevenir, e tratar potenciais problemas bucais desses pacientes. Manter a saúde bucal em dia para evitar que se tornem predispostos a quadros nocivos como a endocardite bacteriana, que é desencadeada por Streptococcus que habitam a cavidade bucal e se tornam mais potentes em quadros de infecções desencadeadas a nível de periodonto, dentes e mucosa.

A American Heart Association preconiza que alguns procedimentos odontológicos sejam precedidos de antibioticoprofilaxia. Se enquadram intervenções a nível de tecido gengival, em região periapical e mucosa bucal. Para realizar procedimentos nessas áreas recomenda-se como profilaxia padrão, 2g(adulto) ou 50mg/Kg (dose pediátrica) de Amoxicilina por via oral uma hora antes do atendimento.

Outro item interessante a ser observado no atendimento a cardiopatas é a escolha do anestésico ideal para o atendimento.  Mepivacaína, Prilocaína e Mepivacaína não apresentam contraindicações para grande parte dos pacientes com problemas cardíacos. O problema mais frequente desencadeado pelo uso incorreto dos anestésicos é a redução da perfusão hepática, que aumenta a meia-vida do anestésico, comprometendo sua biotransformação. Quanto ao uso de vasoconstritores, deve-se avaliar a real necessidade em cada caso isoladamente.

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Comentários


6 comentários em “Atendendo Pacientes Cardiopatas

  • 20 de dezembro de 2011 em 10:07
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    ?timo texto!
    A cada dia percebo mais pacientes cardiopatas se colocando a disposição do tratamento odontológico, acredito que isso se dá através da informação e dos tratamentos cada vez mais seguros.

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  • 20 de dezembro de 2011 em 10:44
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    Muito legal o texto, é impressionante o quanto que vemos de dentistas mal preparados para atender esse tipo de paciente,
    parabéns 🙂

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  • 20 de dezembro de 2011 em 12:34
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    Acabei de me deparar com um caso de paciente idoso e cardiopata severo. Pedi uma carta de recomendações do cardiologista, pois é sempre bom estarmos em comum acordo!! 😉

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    • 20 de dezembro de 2011 em 14:33
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      Sempre lembrar que devemos pedir o histórico do paciente para o cardiologista, e nunca a AUTORIZA??O dele.

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  • 20 de dezembro de 2011 em 18:10
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    Excelente texto e reforça a necessidade de uma anamnese bem feita para que possamos nos situar quanto a situação médica do paciente e a necessidade de nos documentarmos quanto a saúde de nossos pacientes que demandam cuidados específicos.

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  • 21 de dezembro de 2011 em 14:43
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    Por mais chato que possa parecer aos nossos pacientes, quanto mais perguntas e mais detalhada a amnamenese, sobram menos brechas para falhas, outro detalhe extremamente importante é a descrição de todos os medicamentos utilizados pelo paciente.

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