Ortodontista tem OBRIGAÇÃO de resultado

preço-aparelho-ortodonticoAinda não estou acreditando no que acabo de receber aqui. O STJ acabou de decidir que o ortodontista tem OBRIGAÇÃO de resultado no tratamento dos seus pacientes, independente da colaboração dos mesmos. É O MAIOR ABSURDO DA HISTÓRIA !!!

Quer dizer STJ que eu, O ORTODONTISTA,  sou obrigado a fazer o “Zé Bronquinha” escovar os dentes, vir às consultas e não quebrar o aparelho e nem engolir as borrachinhas  ???

Sério … leiam o texto da decisão e depois, nos comentários, gostaria de ouvir a opinião de vocês.

“A responsabilidade do ortodontista em tratamento de paciente que busca um fim estético-funcional é obrigação de resultado, a qual, se descumprida, gera o dever de indenizar pelo mau serviço prestado. A decisão é da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Um profissional do Mato Grosso do Sul não conseguiu reverter a condenação ao pagamento de cerca de R$ 20 mil como indenização pelo não cumprimento eficiente de tratamento ortodôntico. 

A ação foi ajuizada por uma paciente que alegou fracasso de procedimentos realizados para correção do desalinhamento de sua arcada dentária e mordida cruzada. Na ação, a paciente pediu o ressarcimento de valores com a alegação de que foi submetida a tratamento inadequado, além de indenização por dano moral. A extração de dois dentes sadios teria lhe causado perda óssea. 

Já o ortodontista não negou que o tratamento não havia conseguido bons resultados. Contudo, sustentou que não poderia ser responsabilizado pela falta de cuidados da própria paciente, que, segundo ele, não comparecia às consultas de manutenção, além de ter procurado outros profissionais sem necessidade. 

O ortodontista argumentava, ainda, que os problemas decorrentes da extração dos dois dentes “necessária para a colocação do aparelho” foram causados exclusivamente pela paciente, pois ela não teria seguido as instruções que lhe foram passadas. Para ele, a obrigação dos ortodontistas seria “de meio’ e não “de resultado”, pois não depende somente desses profissionais a eficiência dos tratamentos ortodônticos. 

Em primeira instância, o profissional foi condenado a pagar à paciente as seguintes quantias: R$ 800, como indenização por danos materiais, relativa ao valor que ela pagou pelo aparelho ortodôntico; R$ 1.830, referentes às mensalidades do tratamento dentário; R$ 9.450, valor necessário para custear os implantes, próteses e tratamento reparador a que ela deverá submeter-se; R$ 8.750, como indenização por danos morais. 

Obrigação de resultado 

O relator do caso, ministro Luis Felipe Salomão, afirmou que, na maioria das vezes, as obrigações contratuais dos profissionais liberais são consideradas como de meio, sendo suficiente atuar com diligência e técnica para satisfazer o contrato; seu objeto é um resultado possível. Mas há hipóteses em que é necessário atingir resultados que podem ser previstos para considerar cumprido o contrato, como é o caso das cirurgias plásticas embelezadoras. 

Seguindo posição do relator, a Quarta Turma entendeu que a responsabilidade dos ortodontistas, a par de ser contratual como a dos médicos, é uma obrigação de resultado, a qual, se descumprida, acarreta o dever de indenizar pelo prejuízo eventualmente causado. Sendo assim, uma vez que a paciente demonstrou não ter sido atingida a meta pactuada, há presunção de culpa do profissional, com a consequente inversão do ônus da prova. 

Os ministros consideraram que, por ser obrigação de resultado, cabe ao profissional provar que não agiu com negligência, imprudência ou imperícia ou, ainda, que o insucesso do tratamento ocorreu por culpa exclusiva da paciente. 

O ministro Salomão destacou que, mesmo que se tratasse de obrigação de meio no caso em análise, o réu teria “faltado com o dever de cuidado e de emprego da técnica adequada”, impondo igualmente a sua responsabilidade. 

O tratamento tinha por objetivo a obtenção de oclusão ideal, tanto do ponto de vista estético como funcional. A obrigação de resultado comporta indenização por dano material e moral sempre que o trabalho for deficiente, ou quando acarretar processo demasiado doloroso e desnecessário ao paciente, por falta de aptidão ou capacidade profissional. De acordo com o artigo 14, parágrafo 4º, do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e artigo 186 do Código Civil, está presente a responsabilidade quando o profissional atua com dolo ou culpa.

A decisão da Quarta Turma, ao negar pretensão do ortodontista, foi unânime.”

Sinceramente, não sei onde isso vai parar, mas de uma coisa eu tenho certeza: Se preparem colegas, UMA AVALANCHE DE PROCESSOS VEM POR AÍ !!!

Enviada por Ludmila Brandão

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Comentários

71 comentários em “Ortodontista tem OBRIGAÇÃO de resultado

  • 28 de outubro de 2011 a 10:04
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    Nós estamos caminhando numa direção perigosa, e não é de hoje. Fico apreensiva, sinceramente. Não basta mais fazer as coisas dentro da técnica e ser competente… você precisa ser Deus.

    Porque agora, ser competente não é mais fazer o possível… é fazer o impossível… e SOZINHO. O paciente não tem mais nada a ver com isso, ele é apenas um ser inerte que aguarda resultados pelos quais pagou. E se não os obtém, vai cobrar cada centavo de você, com o acréscimo de toda “dor moral” que você causou nele por ele não escovar os próprios dentes direitinho.

    Desânimo, viu?!

    Responder
    • 28 de outubro de 2011 a 16:13
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      Pensando bem, existe uma lógica. Se pudermos fotografar todos os pacientes mês a mês, quem vai se F$%&*R são os picaretas.

      Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 10:15
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    Sério, é MUITO desanimador saber que o mundo está contra os dentistas. Gente, nós não somos perfeitos e definitivamente N?O TRABALHAMOS SOZINHOS!! Não existe isso! Absolutamente NENHUM procedimento terá sucesso só pelo trabalho do dentista, o paciente tem OBRIGA??O de cooperar, afinal, ele está pagando não está?! Ele que foi atrás de um tratamento, certo?! ? o típico “eu fiz clareamento mas meus dentes escureceram em 1 semana, serviço porcaria!” mas não fala que toma 10 xícaras de café por dia, mais coca-cola e chocolate. Tem paciente querendo que a gente faça milagre!
    Como a Ana falou, nós temos uma imagem de Deus. Deprimente… =(

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 10:15
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    Um absurdo tudo isso, sem a colaboração do paciente é impossível ter resultados positivos!!!…isso é fato, não tem o que discutir!!! Nós propomos um plano de tratamento sendo em parceria com o paciente,isto é,colaboração,sendo assim, como vai ficar tudo isso agora?????

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  • 28 de outubro de 2011 a 10:25
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    é, cada vez + fica provado oq a Ana disse no comentário a cima e + temos que nos proteger, pois a odontologia está caminhando para uma profissão cada vez + mercantilista, no ponto de vits que o Pro duto que vendemos é de pura responsabilidade do vendedor( CDs ) temos que ver que tudo dentro do campo biológico é passivel de uma reação fisiológica da pessoa que tratamos! paciente A reage de maneira X paciente B se tratado de MESMA forma pode reagir de forma X que é o esperado, mas caso ele negligeicie ou não pode ser que reaja de forma Y. então cabe nossa classe colocar isso em pauta e ver o que nosso conselho pode fazer por nós.
    eu sou CD formado e sem especialidade nenhuma ainda, tais situações como essa me deixam receoso quanto ap rofissão que escolhi.
    um abraço a todos que leem o tópico e ao criador do blog.

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 10:26
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    Sou dentista e achei isso um absurdo…O tratamento dentário só tem resultado positivo e satisfatório quando e realizado em conjunto pelo dentista (que faz o procedimento) e pelo paciente (que zela pelo trabalho do dentista)…Se não houver essa cumplicidade, o tratamento não será satisfatório para nenhuma das partes e quem acaba sendo culpado é o dentista…Sempre

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 10:29
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    Ja li um texto de um jurista que diz que o dentista tem obrigação de resultado porque segundo ele, os processos envolvidos no trabalho são mais simples, portanto, mais previsíveis ao profissional.
    Igualmente ao cirurgião plastico, tudo que é envolvido à estética, os juristas consideram “Obrigação de Resultado”.
    Mas eu percebo que o operador do Direito, permeia em território desconhecido sem o devido apoio e consultoria técnica dos viézes biológicos — até porque o corpo humano não é uma máquina de parafusos e porcas — que aparecem para deixar o profissional à mercê do acaso

    Responder
    • 28 de outubro de 2011 a 10:42
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      Perfeito, Geisson. Quem decide sobre o assunto não conhece o assunto efetivamente… e nos considera tapadores de buraco. E tapar buraco é super simples mesmo, não é?!

      Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 10:51
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    Gente…isso tá uma absurdo! O paciente não colabora com o tratamento , mesmo o ortodontista fazendo a parte dele…e ainda o sujeito requerente quer o resultado, sendo o dentista processado caso não atinja o objetivo…Lascou. Será necessário perícia técnica e bons advogados para nos livrar dos processos.

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 10:57
    Permalink

    “O tratamento tinha por objetivo a obtenção de oclusão ideal, tanto do ponto de vista estético como funcional.”

    Muito bonito no papel!!

    concordo com a Ana, “Nós estamos caminhando numa direção perigosa, e não é de hoje.”

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 11:37
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    Não cabe recurso???
    A obrigação de Resultado do Judiciário não é fazer justiça???
    Realmente LAMENTÁVEL!

    Responder
    • 12 de outubro de 2012 a 14:27
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      Graças a Deus! Até que enfim! Justiça para todos! Estes profissionais tomas decisões a qual tratamento submeter os pacientes, inclusive extraindo seus dentes sadios com esta finalidade. Conheço varias pessoas descontentes e sem reversão do resultado final.

      Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 11:41
    Permalink

    Isso que dá ter leis feitas por quem não entende bulhufas de odontologia…

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 11:47
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    Pra que serve o CFO e CRO mesmo ?
    Como será daki pra frente ?
    Tenho medo.

    Responder
    • 29 de outubro de 2011 a 05:06
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      CFO eu nao sei . CRO serve para tomar 400 pila ( aproximadamente ; nao lembro.Trauma e melhor esquecer ) todo ano seu .Tambem serve para te mandar um jornalzinho inutel com o presidente e demais em festas sendo homenageados ou homenageando uns aos outros. Serve para mais alguma coisa ?

      Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 11:52
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    O problema é que pelo menos 60% dos pacientes de Orto nao seguem as orientações,nao vao a manutenções,ah pelo amor de Deus,a coisa mais comum que tem é extrair pre para colocação de aparelho,cabe a todos documentar tudo e pedir os pacientes para assinar que estao cientes da sua parcela de culpa caso haja insucesso do tratamento !

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 12:17
    Permalink

    e o pessoal da perio q se cuide! daqui a pouco vao ter obrigaçao de resultado sem que os pac tenham que escovar os dentes! q grande absurdo!

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 12:28
    Permalink

    Meu Deus, fiquei estupefato com as considerações judiciais do caso. Como podem deixar acontecer isso sem consultarem alguém que realmente entendesse do assunto? E o CRO, CFO não se pronunciou em nada sobre esse processo? Olha, sinceramente, se isso continuar dessa forma, apenas iremos aceitar pacientes maníacos por higiene oral. Pra mim, isso, definitivamente, N?O é justiça.

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 12:30
    Permalink

    Gente, isso é com certeza um absurdo!! Será que não há nenhuma forma de nos respaldar? Existem vários artigos científicos e pesquisas que mostram que pessoas diferentes podem responder de forma diferente ao mesmo tratamento, já que existe claramente uma influência da fisiologia individual..
    Já ouvi dizer que esses contratos que fazemos com o paciente no consultório, ou o termo de consentimento informado também não servem pra nada, pois o paciente “é leigo e não é obrigado a entender o tratamento”. Ou seja, se o paciente é leigo e não entende, da mesma forma o judiciário também o é. Os únicos profissionais que podem julgar esse tipo de situação são os profissionais de saúde, que estudaram para isso..
    Acho que uma questão importante também é que tem muito dentista por aí fazendo cursos de atualização e colocando aparelho em todos os pacientes que aparecem, às vezes sem conhecimento ou julgamento criterioso do caso..O que eu vejo muito no consultório são pacientes que muitas vezes não aceitam o tratamento correto, especialmente adultos onde os planejamentos são mais complexos..muitos não aceitam extrações ou intervenções cirúrgicas..Então cabe a nós não atender mais esse tipo de caso, acho que é a única solução!!!
    Absurdo!!!!!!

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 13:10
    Permalink

    Por isso que nos livros de diagnóstico da maioria se não todas as escolas norte americanas enfatizam a escolha do caso e análise da linguagem corporal do paciente. O típico paciente rebelde normalmente dá sinais e sintomas logo de início. Bem como existe a imperatividade do contrato de prestação de serviços onde estão estabelecidos as obrigações e direitos de cada parte.

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 13:23
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    ? triste sabermos disso… como a amiga acima disse, não somos tapadores de buracos… e não temos culpa do que o paciente faz a partir do momento que sai do consultório com uma restauração, uma endo… fazer nosso papel a gente faz mas e a colaboração do paciente?
    Cada dia que passa dá mais medo!
    Medo de que um paciente nos meta um processo como se a culpa fosse somente pura e exclusivamente nossa!
    Vai vendo isso…

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 13:32
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    Caros colegas de profissão, lendo o texto só me veio na cabeça uma coisa: PRONTUÁRIO! Na vida corrida que levamos é complicado levarmos esse documento nos conformes, mas numa situação dessa, se o CD tem a capacidade de provar que o paciente faltou às consultas em datas designadas, o caso pode até virar contra o paciente. E por que não especificar lá a falta de cuidados com a própria higiene bucal?

    ? claro que existem profissionais de todo jeito, todos sabem disso. No entanto, generalizar essa decisão já é falta de lógica por parte dos integrantes do STJ.

    Como disse o proprietário do blog, preparemo-nos… uma chuva de processos vêm por aí.

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 13:38
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    Fico muito triste, como dentista e preocupado como ortodontista, uma situacao qie leva à execração publica de um profissional, que nao tem amparo legal, nem apoio das nossas entidades de classe, os nossos cro” s nao divulgam nem orientam quanto a um caso desses

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 13:55
    Permalink

    Triste, lamentável, decepcionante. Mas precisamos fazer alguma coisa gente, não podemos deixar isso seguir e ficar vendo a coisa pegar fogo de braços cruzados. Nossa classe tem que se unir 1 vez na vida! Precisamos protestar, chamar o CRO, CFO, ABO, o que for. Vamos usar a rede social para reverter isso! Bora levantar as bundas do mocho!!!

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 14:12
    Permalink

    Cadê o CFO, CROs e sindicatos que não se manifestam sobre a decisão? Na hora de cobrar as anuidades, eles agem com toda velocidade e ai da gente se não pagar.

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 15:42
    Permalink

    Engraçado é que ninguem processa o advogado quando ele perde uma causa!!!!!Só nos pobre mortais temos obrigação de resultado!!!!!I Indignada!!!!

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 20:33
    Permalink

    ?, o mundo mudou e o Brasil, também. Antes convivíamos com uma atitude hipocrática, na qual o “profissional de saúde” tudo podia, era o todo poderoso “doutor”. Entretanto, hoje estamos diante de uma nova realidade: a Ortodontia e a Cirurgia Plástica têm obrigação de resultado. Não adianta esperniar. Escolha bem seus pacientes. Pacientes problemáticos, não cooperadores, com baixo nível de higiene, displicentes…N?O os trate, não pegue para ir com você a um resultado final quem não quer ir. Escolha bem. Trata-se de um tratamento demorado, de 18 a 36 meses, às vezes com cirurgia ortognática. Você não é obrigado a tratar ninguém. Apenas em casos de emergência, existe a obrigação de atender. Ortodontia é para pacientes disciplinados, que usem a aparatologia adequadamente, que façam a higiene, que não comam pipoca, não mordam frontalmente uma maçã com bráquetes colados, ou um pão e puxem com a mão para ajudar. Não é a lei o seu problema, mas os seus critérios de escolha. Escolha bem os casos que vai tratar. Casos complexos exigem pacientes excelentes. Documente tudo. Anote todas as perdas de bráquetes e explique que sem bráquetes o caso não anda e que perdas sucessivas de bráquetes adiam a conclusão por 1 mês cada queda. Se faltar, anote em vermelho na ficha. Reclame por escrito da higiene anotando na ficha. Colha a assinatura do pai ou responsável em todas as consultas. Trabalhe com contrato, SEMPRE. Mande telegrama se abandonar o tratamento com AR avisando que vai dar problema ficar sem manutenção. E por fim, se nada disto lhe convenceu, escute a voz de quem sabe: “Não deiteis pérolas aos porcos”…
    Anael Carlos Rodrigues

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 20:57
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    Pedi para um amigo meu estudante de direito ler esse texto e ele disse que dificilmente num caso destes do colega processado não poderia haver recurso. Mas que o dentista deveria ter as provas de que o paciente não comparecia nas consultas agendadas e também alguma forma de comprovar que o mesmo não colaborava tendo medidas de higiene e zelo satisfatórios e necessários para o sucesso do tratamento.

    Se algum dentista que ler esse texto e esse comentário, seria interessante pedir que um advogado formado (amigo, irmão ou outro parente) avaliasse o caso e a partir disso nos orientasse acerca dos cuidados que devemos ter para que isso não venha a acontecer conosco. Seria um ótimo tema a ser abordado em algum mini-curso ou palestra oferecidos por entidades de classe ou até mesmo congressos científicos.

    Responder
  • 28 de outubro de 2011 a 21:14
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    Concordo com o comentário do colega… Cadê o CRO , o CFO e o sindicato????
    Façam alguma coisa …poxa !

    Responder
  • 29 de outubro de 2011 a 17:34
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    Hahahaha, esses juristas são demais! Não entendem porra nenhuma do nosso trabalho. Só falta quererem que Periodontia tenha obrigação de fim, sendo que o paciente participa em cerca de 50% do tratamento (dado comprovado cientificamente). Não adianta espernear, pessoal. Vamos NOS PROTEGER. Pacientes de Ortodontia vão ter que assinar um calhamaço de papéis. Veio na consulta – assina. Faltou e veio na próxima, assina a falta. Vi alguém falando aí para escolher bem os pacientes – como assim? Já tá mirrado e vou ficar escolhendo??? O que tem que fazer é usar técnicas corretas, não enrolar o paciente e fazer o cara assinar cada pio que ele der. Pedir exames com mais frequência e ficar de olho em perdas ósseas anteriores. ? uma pena, mas temos que perder mais tempo com esta burocracia do que o tratamento em si. Tenho vergonha das leis desse país que soltam bêbados assassinos de volta na rua e punem profissionais dessa maneira. Abs

    Responder
  • 29 de outubro de 2011 a 21:26
    Permalink

    TODO CUIDADO ? POUCO!!! PRESTEM ATEN??O:
    1. PE?A A DOCUMENTA??O COMPLETA DO PACIENTE, SE FOR DEVOLVER ESCANEIE E TIRE C?PIAS DO MODELO E FA?A UM REGISTRO COM A ASSINATURA DELE OU DO RESPONSÁVEL, RELATANDO QUE ELE LEVOU A DOCUMENTA??O OU PARTE DELA.
    2.FA?A ANAMNESE COMPLETA , DESTAQUE O OBJETIVO DO PACIENTE COM O TRATAMENTO ORTOD?NTICO, EXPLIQUE TUDO E ESCREVA NA LINGUAGEM QUE ELE ENTENDA, SEM USAR TERMOS T?CNICOS(CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO) E PE?A PARA ELE OU O RESPONSSÁVEL ASSINAR;
    3.FA?A UMA FICHA CLÍNICA QUE CONSTE O DIA DA CONSULTA, O QUE FOI FEITO, O QUE SERÁ FEITO NA PR?XIMA E A DATA DA PR?XIMA CONSULTA. PE?A PARA ELE ASSINAR E ASINE TAMB?M;
    4. SE O PACIENTE SE AUSENTAR POR TR?S MESES, MANDE UMA CARTA REGISTRADA COM AVISO D RECEBIMENTO.
    5. REZE MUITO!!!! PARA N?O TOPÁR COM UM PACIENTE PICARETA E UM JUIZ DESTE!

    Responder
  • 31 de outubro de 2011 a 19:16
    Permalink

    Deve existir uma junta odontológica para casos como esse!!
    Um juiz só não pode dar um parecer desses!!
    Isso é um dos vários absurdos a que nos dentistas somos submetidos!

    Responder
  • 31 de outubro de 2011 a 22:09
    Permalink

    Acho bom esse advogado ganhar essa causa… ou então ele vai ser processado por não ter alcançado o resultado desejado por sua cliente…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder
  • 1 de novembro de 2011 a 09:51
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    Fica difícil ter uma opinião formada sem saber como decorreu este processo!
    Com certeza o processo teve mais coisas envolvidas. Um juiz não tomaria uma decisão destas sem consultar outros dentistas, ou seja alguém que entende da área. Isso é comum em qualquer processo.
    Não quero dizer aqui que essa decisão esta correta, generalizar é absurdo!
    Mas sabemos que qualquer dentista hoje hoje faz “curso por correspondência”, e já está colocando aparelho em quem vê pela frente! Cobram 20, 30, 50 , 60 reais e transformam os pacientes em “um número” ! Contra isso ninguém faz nada! Qto aos planos que denegriram nossa profissão, ninguém faz nada! Qto a ser a profissão mais desunida que há, ninguém faz nada!
    Tem muita coisa errada, mas tenho 20 anos de profissão, sou implantodontista e faço ortodontia a 15 anos, sou apaixonado pelo que faço e espero que algo seja feito para que melhoremos pelos anos que seguirão!

    Responder
  • 1 de novembro de 2011 a 14:16
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    ESTOU IMPRESSIONADO COM A FALTA DE CONHECIMENTO DOS CITADOS JUIZES. MAIS UMA VERGONHA NACIONAL. COMO PODE ALGUEM DESTE NIVEL JULGAR UMA CI?NCIA QUE DESCONHECE TOTALMENTE? O O LIXO DO CFO/CRO, SERVE S? PARA SACANEAR DENTISTAS OU, COMO ELES DIZEM, PROTEGER A SOCIEDADE DOS DENTISTAS BANDIDOS? ESTOU INDIGNADO COM TAMANHA PILANTRAGEM JUDICIAL E ME SOLIDARIZO COM O COLEGA ROUBADO.

    Responder
  • 7 de novembro de 2011 a 16:58
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    Sou aluno de Direito do IV bloco da Universidade Estadual do Piauí.
    Bem, primeiramente, queria deixar claro que sou a favor sim da decisão (no entanto, farei algumas ressalvas e apresentarei algumas dicas ou informações, como queiram). Li todos os comentários acima, e me parece que estão interpretando a decisão de uma outra forma, com todo o respeito (na verdade, não há nem verdade não é? Não há nem quem esteja certo, nem quem esteja errado, certo? Não há interpretação melhor do que outra, certo?)
    Beleza, vamos lá.
    Acredito eu que temos que lutar para que as “promessas de um resultado possível” não se transforme em interesses econômicos de determinadas classes (inclusive a dos advogados que, diga-se de passagem, é mesquinha e egocêntrica como todas essas corporações classistas que têm por aí!). O Estado, quando não cumpre com algum “princípio programático” da Constituição se apodera do chamado princípio da “reserva do possível” para justificar o não cumprimento de determinados direitos dos cidadãos. Portanto, aceitar e ser a favor do pensamento de que num contrato entre consumidor (cliente) e prestador de serviço (dentista, no caso) aja algo mais ou menos de “previsível”, é aceitar a tese implicitamente de que o Estado também possui esse “poder” se baseando numa “previsibilidade” mais ou menos aceitável para o não cumprimento dos direitos (que inclusive vocês são afetados). E isso é perigoso. Ajuda a consubstanciar, por exemplo, o adiamento de soluções que estão insculpidas em normas constitucionais para um futuro indeterminado, mantendo, inclusive, um status quo.
    Numa sociedade onde palavras como prestações céleres e efetivas ganham mais respaldo e importância, é necessário, sim, que incluamos em cláusulas contratuais um “alvo” a ser perseguido; um objetivo a ser almejado. ? nesse sentido q é vedado ao fornecedor de produtos ou SERVI?OS, dentre outras práticas abusivas: deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério (art. 39, XII do Código de Defesa do Consumidor).
    Outro ponto (que acho que vocês não leram ou não deram importância): “uma vez que a paciente demonstrou não ter sido atingida a meta pactuada, há PRESUN??O de culpa do profissional, com a consequente inversão do ônus da prova”. Trata-se do chamado IURIS TANTUM (PRESUN??O RELATIVA DE DIREITO). Ou seja, há uma presunção relativa dos fatos alegados pelo autor. Somente relativa. Agora, se vocês negarem o que o autor pediu na petição inicial, cabe a vocês (dentistas) alegarem os fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do autor (art. 333 do Código de Processo Civil). Além do mais, “o fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando PROVAR: II – a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro”.Portanto, se vocês (dentistas) tiverem provas (principalmente documentais, que são as mais fortes) de que o paciente não cumpriu com o que foi pactuado, não há o que temer. Não precisa desse estardalhaço todo criticando o STJ!
    No caso acima, a notícia diz que o “o ortodontista não negou que o tratamento não havia conseguido bons resultados. Contudo, sustentou que não poderia ser responsabilizado pela falta de cuidados da própria paciente, que, segundo ele, não comparecia às consultas de manutenção, além de ter procurado outros profissionais sem necessidade”. Sim, mas e aí? Isso não diz nada. Para podermos afirmar alguma coisa, teríamos que estar por dentro do caso. Talvez, e muito provavelmente, o dentista não tinha provas fáticas e documentais para reverter a situação. Cabe a vocês, tomarem todas precauções possíveis. E outra: mesmo que o dentista tenha apresentado as provas (as mais variadas) e não tenha logrado êxito no processo, a decisão foi proferida por um Ser humano de carne e osso, um Ser capaz de interpretar.
    Todos nós temos a compreensão de interpretar. O que quero dizer é que (uma dica aliás) se vocês tiverem a convicção de que estão “certos”, de que podem ter uma prestação a favor de vocês no processo, não se intimidem com essa decisão. Aliás, ela não é uma súmula vinculante. Ou seja, não vincula a decisão de outros juízes; outros juízes podem decidir de outra forma. Ou melhor, podem decidir de acordo com o que lhe apresentam no processo (art.128 do Código de Processo Civil) – é o chamado princípio da “verdade formal”, o que eu acho um absurdo. Mas para felicidade de vocês, utilizem-no.
    Que não depende só de vocês para que o tratamento tenha eficácia, disso não resta dúvidas! Aliás isso não precisava nem ser frisado, como diz Leonardo Boff: nós não existimos (mas sim co-existimos), não vivemos (mas co-vivemos, daí deriva a expressão “conviver”). Por isso, pelo simples fato de CONvivermos em sociedade, nem precisava ser dito, pois precisamos de cooperação.
    Outra coisa: ANAEL disse que “nós (vocês dentistas) não somos obrigados a tratar ninguém”. Bom, obrigado, na verdade, ninguém é. Essa é uma palavra forte. Mas e a função social da profissão de vocês? E a preocupação com o social, cadê? Bom, parece-me que não é bem assim ANAEL.
    Vá no art. 39 do Código de Defesa do Consumidor que diz: ´”? vedado ao fornecedor de produtos OU SERVI?OS, dentre outras práticas abusivas: IX – RECUSAR a venda de bens OU A PRESTA??O DE SERVI?OS, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais (creio que não seja o caso de vcs).
    Era isso q eu tinha a dizer…sou a favor da decisão! (basta vcs trabalharem SEMPRE com contrato e anotar TUDO, como disse o ANAEL). Vcs têm q fazer o q muitos patrões e empregadores por aí não fazem: trabalhar de forma “legal”, de acordo com a “lei”, com contratos escritos… pra facilitar suas próprias defesas. Pessoal tem a mania de dizer q a justiça do trabalho é a “justiça do empregado”. Nada disso: se o empregador tiver todos os procedimentos formais anotados, tudo certinho, o empregado pode inventar o q quiser! Do mesmo modo acontece com vcs: se tiverem as PROVAS de q o cliente não cumpriu com o pactuado (ou seja, não levou a cabo as medidas necessárias para q o tratamento tivesse sucesso) não precisa desse alvoroço todo! Calma pessoal, calma…

    Responder
    • 8 de novembro de 2011 a 15:49
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      Meu caro Advogado Dyego, concordo com quase tudo que escreveu, mas tem uma questão de merito na decisão que não concordo. Ortodontia não é uma profissão Fim e sim, meio. Mas se o colega Ortodontista, com eu tb sou, passou pra cliente que iria fazer isso e aquilo e que iria deixar perfeito, pagou pelo direito e talvez não pela justiça. Outra coisa é a responsabilidade do cliente que preocupa na decisão, ele não pode ser imputado incapaz pois faltava muito ao tratamento e não fazia o que o dentista pedia. Estas são as ressalvas que faço da decisão. Agora que qdo vc tem uma causa qualquer, depende muito do advogado que vc esclhe pra te defender, o mais esperto e competente ganha a causa. Um cliente meu advogado fala assim, Direito não é Justiça.

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      • 11 de novembro de 2011 a 18:33
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        Prezados Dyego e Geraldo,
        A decisão foi publicada. A decisão fala que, em regra, tem responsabilidade de resultado pelo que prometeu quanto ao tratamento. Faz ressalva a vítimas de acidente que ficam com a arcada destroçada e outros casos, em que a responsabilidade só pode ser de meio. Enfim, não diz que é em todos os casos. Os juízes contaram com perícia especializada de dentista nomeado pelo Juízo apontando falhas no tratamento e consta que o ortodontista não demonstrou nada do que afirmou para se eximir da culpa. A paciente também teria arrolado outras testemunhas que também fizeram tratamento com o dentista e teriam ficado insatisfeitas com os resultados. Geraldo, muitos advogados para contar vantagem – isso é muito comum- dizem que sua atuação é fundamental, que faz e acontece. Diria que a atuação é importante sim, sem dúvida. Mas não faz, via de regra, quem não tem direito levar. Na minha época de faculdade como via professor advogado contando vantagem. Hoje, lendo as peças desses, vejo que era pura mentira. PS a sugestão dada de se colocar o cliente para assinar manifestando ciência formal de que não vem fazendo o que é pedido, ou que a partir de determinado ponto do tratamento os avanços dependem da utilização adequada da liga, são boas dicas. Outro ponto interessante seria registrar as presenças, fazendo o cliente assinar ao lado da data. Isso demonstraria que o cliente não está fazendo sua parte quanto ao tratamento, ou seja, sua responsabilidade pelo insucesso.

        Responder
  • 25 de novembro de 2011 a 02:55
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    ops…. *leia-se haja ou tem aja
    rs

    Responder
  • 21 de dezembro de 2011 a 09:35
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    Qta informação errada… não existe esse negócio de não coube recurso. Todos temos direito de apelar numa instância superior, de levar o caso em outro nível. Nós não sabemos o que levou à condenação… não sabemos se o dentista falhou na docmentação, se tinha um péssimo advogado ou se ele de fato, prometia resultados para seus pacientes… tem que se avaliar tudo isso… Nenhum juiz em sã consciência iria ou poderia dizer que o trabalho do dentista, como dentista, está errado, pois ele não é dentista. Somente pode dar diagnóstico, cirurgiões-dentistas formados, com diploma e inscrição no conselho e o juiz não é nada disso… nunca poderia bater o martelo e dizer que “a oclusão está errada.. perdeu osso… terá que fazer implante…” aff, que nada a ver… como o juiz pode dizer isso??? Ah, e segundo a lei (nosso código de ética), o trabalho de um profissional só pode ser julgado por uma banca técnica do conselho dentro de um processo dentro do conselho… e nunca por um simples tribunal sem antes passar por essa perícia! Estudem dentistas… estudem…

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  • 7 de março de 2012 a 23:54
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    Que absurdo!!! Enquanto isso os representantes do povo e do país roubam milhões de reais e esses malditos juízes não fazem nada!

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  • 11 de março de 2012 a 19:50
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    Cada caso é um caso e deve ser analisado individualmente. Todavia devem os profissionais documentar e fazer assinar todos os procedimentos do tratamento . O bom relacionamento com o cliente, o diálogo e numa pior hipótese o acordo é aconselhável. Porém convenhamos que existem clinicas populares que … por favor !!!! nem planejamento , nem documentação possui…

    Responder
  • 11 de março de 2012 a 19:50
    Permalink

    Cada caso é um caso e deve ser analisado individualmente. Todavia devem os profissionais documentar e fazer assinar todos os procedimentos do tratamento . O bom relacionamento com o cliente, o diálogo e numa pior hipótese o acordo é aconselhável. Porém convenhamos que existem clinicas populares que … por favor !!!! nem planejamento , nem documentação possui…

    Responder
  • 8 de julho de 2012 a 19:36
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    Até que enfim!!!
    Estou há mais de 3 anos fazendo tratamento ortodôntico que parece que não tem fim!!! Foi-me prometido de 1 ano e meio a dois anos de tratamento inicialmente e o que eu vejo é muita enrolação. ? assistente atendendo no lugar dos “doutores”, é má vontade de explicar (se a gente pergunta, quer saber, vira “zébronquinha” como falaram aqui), são clínicas lotadas, são infinitas “conversas” e contradições de um mesmo “doutor” – neste mês fala uma coisa, no outro se contradiz…
    Eu já passei por três ortodentistas. E é sempre assim: de início te dão a previsão de tempo de tratamento, depois… “sabe como é dente, né? não tem como prever”. Então porquê passam sete anos na universidade e tratam tantos casos? ? a mesma coisa de um engenheiro dizer “sabe como é prédio, né”. Cada um diz que tem uma técnica… um disse que eu teria que implantar um dente, e botava assistentes para montar o aparelho sem supervisionar a montagem, o outro disse que não precisava de implante, que o primeiro queria ganhar meu dinheiro e que essa história de assistentes estava sendo mal vista pelo CRO. Esse segundo passou a ter assistentes também e elas começaram a fazer “merda” na minha boca. Para ser atendida pelo “doutor” deveria esperar mais de duas horas, pois sua clínica estava de “vento em popa”. O terceiro vendeu sua clínica para outro no meio do tratamento e descobri isso quando fui à manutenção e encontrei um novo “doutor”.
    E não venham me dizer que o paciente não faz isso ou aquilo, pois eu nunca faltei a uma manutenção e sigo rigorosamente ao tratamento. Tudo que me é passado, seja a limpeza, seja o uso de liguinhas, eu faço! E as vezes que mudei de ortodentistas pelos problemas elencados, fiz isso rapidamente, pois eu quero me ver livre desse tanto de ferros, por isso que sido tudo à risca. Mas, sinceramente, tenho desanimado, pois meu caso era simples (como todos disseram), eu faço tudo certinho, só vejo contradições e tenho considerado a àrea de ortodentia muito profícua de picaretas.
    E sabe o por quê disso? Ao assinar um contrato, só vi ônus para minha parte… e cadê os ônus do outro lado??? O outro lado não responde por nada?
    E ainda vocês têm a cara de pau de dizer que uma decisão dessas é o fim dos tempos??? Cadê o ônus de vocês??? Vocês devem SIM reponder pelos fins, pois, então, por quê as pessoas os procuram??? Para pagar infinitamente para saber, quatro, cinco, seis anos depois que vocês não respondem pelo resultado?!!!

    Responder
    • 8 de julho de 2012 a 22:46
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      Lorens

      Primeiramente, peço que não coloque todo mundo no mesmo saco. Tenho exata noção que isso que aconteceu com você não é invencionice de sua parte e lamento muito por você ter tido o azar de cair nas mãos de “picaretas”, como você citou. Mas repito, não coloque todos no mesmo saco, pois graças a Deus a maioria de nós é composta por bons profissionais.

      Sobre a obrigação de resultado, como você deve ter lido, foi aberto um precedente. Se você está certa e DOCUMENTADA de todas as acusações que fez no comentário acima, faça valer seus direitos se achar que assim o deve. Agora se nada puder ser provado, poupe seu tempo, seu dinheiro e procure alguém que lhe atenda como você deseja ser atendida.

      Boa sorte

      Responder
  • 8 de julho de 2012 a 19:42
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    ahhhh… agora que vi que é um blog de dentista.
    por isso as opiniões aqui são tão unânimes!!!
    com certeza não vai publicar o que eu escrevi.

    Responder
    • 8 de julho de 2012 a 22:47
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      Lorens … espero que apareça aqui novamente pra ver seu comentário publicado. 😀

      Responder
  • 8 de julho de 2012 a 22:47
    Permalink

    Até que enfim!
    Estou há mais de 3 anos fazendo tratamento ortodôntico que parece que não tem fim! Foi-me prometido de 1 ano e meio a dois anos de tratamento inicialmente e o que eu vejo é muita enrolação. ? assistente atendendo no lugar dos ??doutores?, é má vontade de explicar (se a gente pergunta, quer saber, vira ??zébronquinha? como falaram aqui), são clínicas lotadas, são infinitas ??conversas? e contradições de um mesmo ??doutor? ?? neste mês fala uma coisa, no outro se contradiz?.
    Eu já passei por três ortodentistas. E é sempre assim: de início te dão a previsão de tempo de tratamento, depois? ??sabe como é dente, né? não tem como prever?. Então porquê passam sete anos na universidade e tratam tantos casos? ? a mesma coisa de um engenheiro dizer ??sabe como é prédio, né?. Cada um diz que tem uma técnica? um disse que eu teria que implantar um dente, e botava assistentes para montar o aparelho sem supervisionar a montagem, o outro disse que não precisava de implante, que o primeiro queria ganhar meu dinheiro e que essa história de assistentes estava sendo mal vista pelo CRO. Esse segundo passou a ter assistentes também e elas começaram a fazer ??merda? na minha boca. Para ser atendida pelo ??doutor? deveria esperar mais de duas horas, pois sua clínica estava de ??vento em popa?. O terceiro vendeu sua clínica para outro no meio do tratamento e descobri isso quando fui à manutenção e encontrei um novo ??doutor?.
    E não venham me dizer que o paciente não faz isso ou aquilo, pois eu nunca faltei a uma manutenção e sigo rigorosamente ao tratamento. Tudo que me é passado, seja a limpeza, seja o uso de liguinhas, eu faço! E as vezes que mudei de ortodentistas pelos problemas elencados, fiz isso rapidamente, pois eu quero me ver livre desse tanto de ferros, por isso que sido tudo à risca. Mas, sinceramente, tenho desanimado, pois meu caso era simples (como todos disseram), eu faço tudo certinho, só vejo contradições e tenho considerado a àrea de ortodentia muito profícua de picaretas.
    E sabe o por quê disso? Ao assinar um contrato, só vi ônus para minha parte? e cadê os ônus do outro lado? O outro lado não responde por nada?
    E ainda vocês têm a cara de pau de dizer que uma decisão dessas é o fim dos tempos? Cadê o ônus de vocês? Vocês devem SIM reponder pelos fins, pois, então, por quê as pessoas os procuram? Para pagar infinitamente para saber, quatro, cinco, seis anos depois que vocês não respondem pelo resultado?

    Responder
    • 12 de novembro de 2012 a 21:51
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      Concordo com vc! Esses picaretas tem que pagar, ou acham que vao levar o nosso dinheiro e nao garantir pelo serviço, quer ganhar dinheiro fazendo merda é???? meu dinheiro nao é mato nao.

      Responder
    • 20 de março de 2013 a 01:12
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      ORTODONTIA S? TEM SUCESSO SE TIVER COLABORA??O DO PACIENTE E SE O PROFISSIONAL FOR BOM….E CADA CASO ? UM CASO…? IMPOSSÍVEL TER UM BOM RESULTADO SE O PACIENTE FALTAR OU SE O PROFISSIONAL N?O FOR HABILITADO PARA O SERVI?O.AGORA CONDENAR UM PROFISSIONAL A PAGAR QUALQUER INDENIZA??O A UM PACIENTE QUE FALTA ? SIM UM GRANDE ABSURDO.A MAIORIA DOS JUÍZES SE QUER TEM ÍDEIA DO QUE ? UM CONSULT?RIO ….N?O CONHECEM NADA DE SA?DE.COME?A PELA NOSSA PROFISS?O DENTISTA ? UM M?DICO DA BOCA. MÁS NO ENTANTO N?O RECEBE OS MESMOS SALÁRIOS NAS REDES PUBLICAS ….E O DERMATOLOGISTA RECEBE….EXISTE SIM UMA GRANDE INVERS?O DE VALORES .UMA FALTA DE CONHECIMENTO PARA JULGAR ONDE TUDO ? TRATADO COMO MERCADORIA INCLUSIVE A VIDA…NINGU?M ? OBRIGADO A GARANTIR NADA…PORQUE SA?DE N?O ? CI?NCIA EXATA..E PARA CADA PROCEDIMENTO EXISTE UM RISCO, E QUE VAI MUITO AL?M DE NOSSA CAPACIDADE DE JULGAR…E A GRANDE QUEST?O E DELIMITAR O QUE PODE ACONTECER E O QUE ? ACEITÁVEL DE ACONTECER, EM QUALQUER PROCEDIMENTO DA SA?DE….EXISTE O RISCO E AS COMPLICA??ES PARA OS PACIENTES SEJA PARA PROCEDIMENTOS DE M?DICOS OU DENTISTAS.

      Responder
  • 8 de julho de 2012 a 23:22
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    e a minha opinião é compartilhada por 100% das pessoas que eu conheço que fazem ou fizeram tratamento ortodôntico. todos acham esses tratamentos nebulosos, sem clareza, sem conversa (até porque vc chega, abre o bocão e não consegue falar nada e, quando termina, é quase expulso porque tem outro(s) paciente(s) esperando e vc, o "zébronquinha", está ocupando o espaço do outro), e cheios de contradições por parte dos dentistas. e o pior: COM RESPONSABILIDADES UNILATERAIS. vc paga, se está demorando terminar o tratamento é porque vc não está fazendo tudo certo, se vc está insatisfeito, que pague a rescisão do contrato…
    chega disso! COMO QUALQUER PROFISSIONAL, VCS TEM QUE RESPONDER PELOS RESULTADOS!

    Responder
  • 5 de novembro de 2012 a 11:42
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    Como falado, ocorre a inversão do ônus da prova. Será que o colega condenado possuía a ficha clínica preenchida a cada consulta? Será que ele havia tomado nota das faltas da paciente? Do desmazelo com o tratamento ortodôntico? Será que ele havia registrado cada quebra de braquete ou a procura da paciente por outros ortodontistas? Ficam essas questões em aberto..

    Responder
  • 5 de novembro de 2012 a 09:45
    Permalink

    O QUE ERA PRA ESSA CORJA SE PREOCUPAR ELES NAO SE PREOCUPAM, SALÁRIOS MELHORES PRA N?S DENTISTAS QUE TRABALHAMOS FEITO CONDENADO. AH ME COMPRE UM BODE STJ.

    Responder
  • 5 de novembro de 2012 a 14:27
    Permalink

    A verdade é que há muitos dentistas executando tratamentos ortodônticos em seus pacientes sem ter feito a especialização.

    Responder
  • 12 de novembro de 2012 a 21:45
    Permalink

    Muito Bom! Faço tratamento em uma merda de clinica que me prometeu resultados em 1 ano e meio, passou este tempo o dente que fui desentortar continua torto, mole e rapando no debaixo e eu continuo pagando manuntenção. Muito bom, muito bem feito, agora vão enrolar a Puta que pariu, cambada de folgados.
    Detalhe, NUNCA faltei em nenhuma consulta, pelo contrario a clinica é uma merda e tem pessimos profissionais.

    Responder
  • 12 de dezembro de 2012 a 20:38
    Permalink

    Eu concordo plenamente com a decisão, quando no contrato consta que a colocação de aparelho for feita por motivos estéticos. E aproveito para para levantar outra questão, que por exemplo está a acontecer comigo: minha ortodentista recentemente assumiu em um concurso em outra cidade e tem tido por hábito ligar três dias antes para agendar a consulta de manutenção, disponibilizando somente "sexta-feira à tarde" ou sábado durante o dia para realização desta. Acontece que já não é a primeira vez que eu tenho compromissos já agendados na data referida, e assim fico sem a manutenção daquele mês. Minha dentista diz que eu tenho a OBRIGA??O DE PAGAR

    Responder
  • 12 de dezembro de 2012 a 20:40
    Permalink

    TODOS OS MESES, independente se ela me atendeu ou não naquele mês. Então fica a questão: quem está prestando o serviço não tem a obrigação de oferecer um horário em que eu possa usufruí-lo? O que vcs acham?

    Responder
  • 9 de janeiro de 2013 a 14:44
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    Tem muito paciente arrogante e egocêntrico …. Agem como se fossem o último paciente do mundo , querem pagar pouco e exigir muito … A Odontologia é uma maravilhosa profissão , o que estraga são as pessoas … Cabe ao dentista não vender sua dignidade pelo dinheiro e selecionar melhor aqueles que merecem ou não a sua atenção como profissional . Nem todo dinheiro vale à pena ganhar …

    Responder
  • 10 de janeiro de 2013 a 18:50
    Permalink

    ? um decisão complicada, cada caso possui a sua particularidade. Existe pacientes que são sim displicentes, arrogantes, egocêntricos mas existe também muito profissional assim, lógico que as pessoas possuem um sério defeito que é o de não enxergar os próprios erros e julgar os outros. Eu como paciente e como profissional da área odontológica digo que estou a 6 anos em um tratamento ortodôntico, sinto-me lesionada por ter pago tanto tempo por um serviço que eu sei que não foi feito adequadamente, além disso o colega restaurou o meu dente sem o meu consentimento o porque disso eu não sei pois nunca tive a necessidade de fazer uma restauração, mas as pessoas visam o dinheiro, não é mesmo?! Hoje estou fazendo o tratamento com um dos poucos profissionais (aliás em qualquer profissão existe profissionais e profissionais) mas achei um dos poucos que ainda zelam pela ética e pela moral. Me digam então como eu devo agir? Devo fingir que nada aconteceu e que o dentista não errou? Não, vou processá-lo pela porcaria que ele fez aqui.

    Responder
  • 6 de março de 2013 a 19:20
    Permalink

    Indignado…impossível determinar exatamente o tempo de tratamento, muito menos afirmar que qualquer tratamento é solucionado de 24 a 36 meses, gostaria de saber como ficam aqueles tratamentos em que são empregadas técnicas ortopédicas funcionais previamente a um tratamento ortodôntico, pacientes com dentição decídua onde temos de esperar a erupção completa dos permanentes, casos mais severos onde há necessidade de exodontias, esses casos podem levar 4, 5, 6 anos sem haver má fé do profissional e sim muita dedicação. Casos de aparatologia móvel e uso de elásticos que o uso é de responsabilidade exclusiva do paciente, a ortodontia é um tratamento de meio e não de fim, não temos como afirmar que haverá sucesso no tratamento após 10, 15 , 20 anos por mais que sejam alcançadas as seis chaves de oclusão ao fim do tratamento. Temos de lembrar que a ortodontia não é uma ciência exata, onde a mesma técnica devidamente publicada tem resultados diferentes em pacientes com a mesma má oclusão.
    Muito desanimado e desmotivado com essas situações, onde há o mercantilismo da profissão e obrigatoriedade de um determinado resultado, como se levassemos o carro no mecânico.
    Gostaria de saber como fica a vida de um cardiologista que coloca um marca passo em um determinado paciente, se este não surtir efeito tambem não deu resultado, e aí ????
    indignado…………. melhor ser engenheiro que é uma ciência exata

    Responder
  • 19 de julho de 2013 a 21:22
    Permalink

    pessoal aguém já fez um documento de consentimento livre e esclarecido para pacientes que desejam realizar tratamento ortodontico porém apresentam certa perda ossea que queira compartilhar comigo :o)? podemos formular juntos para nao esquecer nenhum detalhe.

    Responder
  • 25 de janeiro de 2014 a 05:37
    Permalink

    Ahhh com certeza neh, quem eh que não fica com raiva … Poxa a pessoa pagar de mensalidade 100 reais e o dentista só olhar para sua boca e trocar um fio eh Foda … Ainda bem que eu e alguns colegas meus que tbm fazem tratamento lah, compartilhamos do pensamento , vamo eh dar o boicote …

    Responder
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  • 5 de setembro de 2014 a 22:41
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    CONCORDO PLENAMENTE COM A SUA INDIGNA??O, POIS ELA ? EXATAMENTE IGUAL A MINHA!!!
    O grande problema é que isso vem dos próprios dentistas que sempre descem o pau no trabalho dos colegas e estimulam esse tipo de processo. Com certeza, para que os juízes chegassem a essa conclusão, um perito (dentista e coleguinha) difamou plenamente o tratamento do dentista. Outra dia, uma paciente me disse no consultório que estava com leve reabsorção no periápice e que o canino não estava em chave. Quem vocês acham que disse isso para ela??? Um Juiz é que não foi. Formei na UFMG e vejo os coleguinhas criticando o trabalho dos outros, desde o primeiro período, tentando copiar os próprios professores. Estou largando a profissão graças a Deus. Estou virando funcionário público, longe dos processos. Boa Sorte para quem fica.E deixo o conselho para todos os colegas de profissão:PAREM DE SACANEAR O COLEGUINHA, O PR?XIMO PODE SER VOC?.

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