Sobre dentistas, amizades e gambiarras

dentista gambiarra
Se você não ler o texto todo não vai entender essa foto NUNCA !!! =P

Em Janeiro de 2008, eu e a patroa nos demos de presente uma semana de férias em Búzios. Pousadinha bacana, cidade lotada, ponto batido em quase todos os points da Rua das Pedras, todas as principais praias visitadas e então, como não poderia deixar de ser, Búzios perdeu a graça lá pelo quinto dia. Saímos então rumo a Cabo Frio.

Impossível ficar lá. Acontecia naqueles dias a micareta conhecida como  Cabo Folia. Programão para solteiros, mas péssimo para um casal, principalmente um casal grávido de 2 meses. O jeito então foi zarpar para a vizinha Arraial do Cabo.

Chegando lá, percebemos que Arraial é uma espécie de Ilicínea de frente pro mar. Cidadezinha minúscula, mas muito aconchegante. Primeira tarefa era arrumar onde ficar. Poucas opções. Tudo lotado por causa da porcaria do Cabo Folia. De repente informaram uma pousada, mas perguntaram antes se podia ser uma pousada melhor (entenda por ‘melhor’, mais cara). Obviamente, devido à falta de opções, tive que me sujeitar. Então me indicaram a pousada da Flávia Alessandra, atriz global. Me animei. Com sorte ainda tiraria uma foto com a musa do momento (ela fazia naquela época aquela personagem que dançava no cano em cima do queijo). Fomos pra lá.
Preenchi a papelada na recepção e finalmente tínhamos lugar pra passar a noite.

No outro dia cedinho tomamos um belo café da manhã e seguindo a sugestão de um guia, fomos fazer um passeio de barco pelas praias de lá. Eu fiquei meio receoso, pois enjôo com uma facilidade absurda. Mas para minha surpresa, o passeio corria tranquilo e agradável. Nada de enjôo. Até que conhecemos um casal de namorados.

Alvaro e Andressa de Vitória-ES. Ele trabalhava no porto e ela, vejam só, dentista. O papo fluia bem entre os 3 dentistas e o Alvaro até que Andressa disse que a sua sorte era ter tomado um Dramin, pois caso contrário ela com certeza iria enjoar. Meu estômago revirou na hora. Hipersalivação a mil. Eu que nem lembrava que era fraco de estômago para viagens marítimas estava agora tenso. Muito tenso. Terrivelmente tenso. Meu passeio, que estava só começando, se transformara num martírio sem fim. Em poucos segundos, depois da fatídica frase de Andressa, eu estava com vontade vomitar.

Obviamente não disse nada a ninguém. Mas minha esposa sacou na hora que ela tinha dito as “palavras mágicas” que fizeram sair da cartola o meu enjôo. Para evitar a salivação eu evitei conversar. Quando a conversa era comigo eu só balançava a cabeça concordando ou negando. A situação foi ficando constrangedora até que minha esposa contou a eles o que estava acontecendo. Alvaro, aquele viado, riu. Andressa se sentiu culpada. Mas como num conto de fadas em que o antídoto aparece para quem está quase morrendo, ali também aconteceu. Andressa tirou da bolsa uma cartelinha com um último e salvador Dramin. Eu estava salvo. O passeio também.
Passamos o dia juntos e combinamos de sair para jantar à noite. Jantar agradável. Papo idem. Trocamos e-mails e nos falamos esporadicamente até hoje.

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Comentários

Um comentário em “Sobre dentistas, amizades e gambiarras

  • 10 de janeiro de 2011 em 19:16
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    E ela ainda tava de branco… A economia da lâmpada será gasta com o Ariel liquido pra deixar a roupa usável de novo. kkkkkk

    Resposta

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