Amálgama, pra você que não é dentista e caiu aqui no blog, é essa restauração dentária metálica, geralmente localizada nos dentes de trás. Hoje em dia, com o advento das resinas compostas (aquela restauração da cor do dente) restaurar com amálgama não é mais tão comum como há algum tempo atrás.
Amálgama, pra quem não sabe, é na verdade toda liga metálica em que um dos metais envolvidos está em estado líquido, sendo esse geralmente o mercúrio. No caso da amálgama utilizada pelo dentista, trata-se de uma liga que contém limalha de prata, mercúrio e estanho, podendo levar também o zinco e o cobre.
Hoje em dia, algumas faculdades de Odontologia nem tem mais a amálgama como material de opção para que os futuros dentista aprendam a trabalhar com ele, o que a meu ver é um erro absurdo, afinal de contas, o récem-formado tem que estar preparado para trabalhar com todos os tipos de materiais. Nunca se sabe onde ele vai trabalhar e o que vai ter à sua disposição.
Isso deve muito à profissionais, (professores universitários) geralmente contratados por fabricantes de resina, que defendem a tese de não ser mais necessário utilizar amálgama em caso algum, afinal de contas as novas composições das resinas, dizem eles, substituem a liga com a mesma eficácia estrutural e um acréscimo estético absurdo.
Mas não é bem assim que funciona na prática. Restaurações posteriores gigantescas, pacientes com histórico de sensibilidade pós-operatória com resina, retro-obturações de canal, entre outros, são indicações de uso da amálgama de prata. Além é claro, da sua muito maior longevidade em boca, quando feito dentro das técnicas, se comparado à resina composta.
Há também que se destacar o fator “estético” da questão. A amálgama caiu do galho também porque 90 % dos pacientes hoje em dia já chegam pedindo a “massinha da cor do dente”. E vá tentar convencê-los que para alguns casos a amálgama é o material ideal pra ver se é fácil !!! Eles já chegam com a opinião formada e alguns acabam cedendo para não perder o paciente.
Uso muito amálgama até hoje e raramente tenho algum tipo de problema. Bem diferente das resinas, que vira e mexem me dão aborrecimentos. Sou fã número 1 da amálgama e o considero o melhor material restaurador para dentes posteriores com elevada destruição.
Mas eu quero saber da opinião de vocês. Discorram nos comentários sobre as suas experiências com a liga e aproveitem para responder se devemos restaurar com amálgama, sim ou não ???








Anonymous
Sou fão do amalgamae quantas mais opções de tratamento tivermos! Não podemos ficar refem somente de uma tecnica! Adelmo (Franca-SP)
Anonymous
Eu até aprendi a usar o amalgama, fiz em laboratório e nunca mais…
Os pacientes ja chegam exigindo a massinha da cor do dente msm…e não tem quem tire da cabeça deles!!
Roberta
Concordo com o blogueiro em relação as faculdades. Não ensinar os alunos a trabalhar com amalgama é um absurdo! Depois, esse "belo" profissional cai numa rede pública ( onde tem que atender 50 pacientes em 45 minutos) e vai fazer resina em todo mundo????? AH VAI!!!!!!
O amálgama ainda é a primeira opção de restauração da rede pública municipal, não consigo imaginar meu dia a dia sem ele, é barato, prático, de fácil manipulação, rápido e resolve o problema da maioria dos pacientes para os dentes posteriores. É obvio que em dentes anteriores usamos resina, mas essa de " doutor tira os pretinhos da boca e bota tudo branquinho" só cola na clínica particular.
Trabalhei 10 anos em clinica particular e lá só fazia resina. Trabalho há 5 anos no SUS, e em dentes posteriores só faço amálgama. é um material que ainda tem o seu lugar!
Rac
Ainda bem que vc explicou o que era amálgama, já não lembrava pra que servia…rs
Mas falando sério, raramente uso, eu mesmo não gostaria que fosse colocado na minha boca, claro que por razões estéticas, o material é excelente do ponto de vista funcional.
Meus pc chegam querendo ficar igual os "artista da grobo", tudo branquinho.
E o freguês aqui manda!!!
Marjo
Não sei se o SUS da minha cidade é melhor que o SUS de outras, mas aqui o critério é do dentista. Usei amálgama pouquíssimas vezes… Eu susbtituo o amálgama pelo Ionômero+resina em restaurações profundas, e nunca me deu problema. Terceiros molares, nesse caso, utilizo apenas o Ionômero, um material que nunca me deu problema. Restaurações grandes faço em duas parcelas no caso do SUS: primeiro removo cárie + ionômero, próxima vez rebaixo ionômero e cubro com resina. Acho que a colega do SUS acima deveria organizar melhor a agenda dela de pacientes no serviço público, porque dá pra fazer uma boa resina no mesmo tempo de fazer um amálgama (este que deveria ser polido na próxima vez, coisa que nenhum colega faz no SUS). E vamos combinar, 50 pacientes numa manhã só se for pra dar "tibiótico"
e respeito a opinião.
No consultório privado, nem tenho amalgamador
Mas Dr. Fabrício, eu sei que você AMA o amálgama
eder
Eu uso e muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito, pra mim nenhum resina chega aos pés do amalgama…. o paciente chega pedindo a massinha cor do dente, mas depois que eu explico o qto o amalgama é resistente e duradouro, acabam por mudar de ideia.
Nao acho tão feio assim nao, pelo contrario, um amalgama bem feito, esculpido e polido é lindo! eu tenho varias em minha propria boca, jamais trocarei por resina.
Roberta
Marjo, com certeza o SUS da sua cidade é melhor do que o da minha!!!!
Aqui nada fica a critério do dentista( e olha que eu sou concursada!).
O critério aqui é o seguinte:
dente posterior: amálgama
dente anterior: resina
Ionomero: crianças
endo = exo: se der endo em um dente posterior tem que fazer a exo.
se der endo em um dente anterior, manda o paciente esperar em uma fila de 3500 pessoas para ser atendido ( quem sabe em 2017…)
"tibiótico"???? não tem aqui não… faz tempo que não vejo isso…
Eu não sei se eu conseguiria fazer uma resina de qualidade tendo 10 minutos para atender a um paciente. Mas amálgama, eu faço, em dois tempos primeiro a remoção da cárie e ZOE, e depois rebaixo o ZOE e coloco o amalgama.
Simplesmente porque NAO DÁ TEMPO de fazer resina. Os pacientes murram a porta do consultório se eu demoro p/ atende-los.
Eu sonho com um SUS de primeiro mundo como o seu. Sonho com uma odontologia digna para todos, mas a minha realidade é muito diferente da sua. Cada um tem que se adaptar com o que tem.
Eu sei que todas as técnicas que vc faz dá certo, pois vc tem materiais, equipamentos, recursos humanos, tempo, e apoio de seus superiores pra isso.
Aqui, a conversa é outra…
Abraços
Ricardo FP
Não, faz um tempão que não faço, nem tenho amalgamador nem nada. Resina direta, indireta, direta sobre pino intra dentinário, cerâmicas…
Lucyanne
Eu sou o tipo que pensa se gostaria q fosse comigo… não vejo nenhum problema com o amalgama (ate qndo acho necessario uso – 'raríssimas vezes') e não quero criticar quem gosta… mas acho q uma resina bem feita, suporta tão bem qnto o amalgama!
E se o paciente ja chega falando q quer da cor do dente, se da pra fazer, não vejo problema! Até pq eu não gostaria do amalgama na minha boca!
O melhor ainda é cuidar e não precisar de nenhum dos dois! =)
celia barral
UHUHUHU!!! Alguém concorda comigo. Tenho amalgama na boca há 20 anos e resinas que já troquei duas vezes neste período. E não venham dizer que a resina era ruim, pq é mentira. No dia a dia eu tbem uso muita resina pq esteticamente é mais bonita e a qualidade melhorou muito, mas tenho casos que ao trocar os Ag deu sensibilidade e endo. A cavidade era rasa e nem cabia ionomero. Claro que cada caso é um caso, mas não ter amalgamador é muito radical. Respeito a opinião da colega que da pra fazer resina no SUS, mas a resina nem sempre está disponivel e algumas ligas não necessitam de polimento tardio. Reconstruir um molar em Ag com a anatomia bem feita e polida me da o maior prazer. A durabilidade é maior. A vantagem da resina é que vc não precisa de cavidade retentiva e pode ser mais conservador. Bem, acho importante este tipo de "discussão", até porque somos treinados para indicar o melhor em cada caso, segundo nossas convicções. Só não aceito o fato do cliente ter sempre razão. Temos o dever de indicar o que for melhor e se for indiferente para a qualidade final, aí sim. Em muitas partes do mundo, se o povo tivesse amálgama em todos os molares, seria maravilhoso, até pq significaria que ele tem todos os dentes. Sucesso a todos.
Sandro
E o mercúrio residual, ninguém tem medo desse metal trazer conseqüências neurológicas (como Alzeimer, etc.)? Por esse risco sozinho eu já não aceitaria na minha boca. Se possível em casos de restaurações maiores faço Onlay de Resina ou Cerâmica alúmina, muito fáceis de faze e durabilidade maior ou igual a amalgama. Se o custo é problema aí não tem jeito… não posso resolver esse problema… não tenho amálgama nem amalgamador no consultorio a pelo menos uns 7 ou 8 anos.
Marjo
Roberta,
cabe fazer uma denúncia ao Ministério de Saúde nesse caso, pois existe a política de Humanização do SUS, que não parece estar sendo cumprida pelos seus superiores… triste!
Quando aos pacientes esmurrando a porta acontece também, mas aqui se é preciso dar piti na recepção eu vou lá e dou piti, no fim isso educa. No particular, quando a gente demora ninguém reclama do jeito do SUS que é gratuito… cabe fazer essa comparação. Hoje mesmo demorei com uma criONÇA logo cedo, e a próxima paciente tava reclamando que o irmão da filha dela de 12 anos tava se jogando no chão pq tava cansado. Pra que levar a família toda? É necessário impor limites. Tente conversar com seus gestores, você por ser concursada tem esse poder. beijo!
Paulo Filho
Essa lenda de que os residuos de mercúrio podem causar alzheimer e doenças neurologicas diversas se deve a uma campanha fervorosamente veiculada pelo lobby dos fabricantes de resinas.
sinceramente, o risco dos residuos de amalgama causarem uma doença é o mesmo de se ter câncer no olho por assistir televisao.
tem que ter paciencia com isso, heim?
Rac
Raramente.
Ainda assim, respeito muito o amálgama.
Tem muito material prepotente, sendo usado por pessoas prepotentes, sendo substituído por aí.
Leandro
Concordo sim com o Dr. Fabricio e acrescento:
Além do fato do amálgama ja estar de alguma maneira excluído das universidades como citado, acredito que o estudante de odontologia de hoje que mesmo conhecendo o material não sabe trabalhar com o mesmo. Principalmente quando falamos da condensação do material. Confesso que dependendo da idade do dentista seria preferível fazer uma restauração com resina composta. Nunca me esqueço de um professor de estomatologia me disse uma vez e cito: "uma boa restauração de amálgama é aquela em que sua mão dói após o término da mesma" se referindo a condensação do material, hoje a garotada só faz um carinhosinho…..resultado: insucesso!
Essa é apenas minha humilde opinião….abçs a todos os colegas!!!!
Guilherme Mück
Serviço público de saúde no Brasil é uma piada, e de péssimo gosto ainda. Só funciona em poucas cidades, uma vez que a maioria dos municípios, estados e a União não dispensam para a saúde o recurso necessário, isso sem contar que, pela lei orgânica do PSF os salários de médicos e dentistas deveriam ser IGUAIS, o que não acontece, e próximos a R$7mil.
Eu uso amálgama para restaurações posteriores, e digo mais, é o material que eu tenho como primeira escolha! Resina posterior apenas em pacientes com higiene bucal razoável para boa e em cavidades pequenas. Restaurações proximais: amálgama, e sem pensar duas vezes! A adaptação marginal e proximal do amálgama é muito melhor que a da resina.
Renata
Concordo com o uso do amalgama. Trabalho numa região de classe C e D, onde os pacientes chegam com dentes posterioes com enormes destruições (isso quando chegam ainda com os dentes, né?) e muita falta de higiene. Muitos pedem para que eu faça a exodontia, porque ja fizeram a restauração com a "massinha branca e caiu". Uso o amalgama e não tenho problemas, ainda consigo fazer com que o paciente cuide dos outros, pela segurança que sentem na restaurção de amalgama, ao invés de fazerem a exodontia.
Anonymous
Sandro disse…
E o mercúrio residual, ninguém tem medo desse metal trazer conseqüências neurológicas (como Alzeimer, etc.)? Por esse risco sozinho eu já não aceitaria na minha boca.
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mercurio nao causa alzheimer, nem aluminio nem nada disso, o dia que descobrir a etiologia da formação da placa amiloide, se ganha o nobel de medicina.
a quantidade de mercurio é insuficiente para causar intoxicação, sem falar que não é exatamente o mesmo mercurio usado em mineradora para extrair ouro.
Rodrigo Freitas
Trabalho com amálgama e rede pública de saúde, e tenho ótimos resultados. Não sei em outros locais, mas onde já trabalhei as resinas e adesivos comprados em licitações são de péssima qualidade, e não existe a possibilidade de realizar isolamento absoluto. Então dá-lhe amálgama. Já no consultório particular tenho mais dificuldade de convencer os pacientes a aceitarem restaurações de amálgama, mas ainda assim uso freqüentemente. Quanto essa estória de risco do mercúrio, e coisa de gente desinformada ou mal intencionada. Sugiro que leiam: http://www.ada.org/1741.aspx
Felipe Silva
Bom dia!
Possuo restaurações de metal em todos os dentes, acho muito feio esteticamente, me sinto envergonhado muitas vezes por ver bocas abertas tão “branquinhas” e a minha não ser. Apesar de todas as minhas restaurações estarem em bom estado gostaria de trocar pelo menos as mais visíveis, dos pré-molares e molares inferiores; quem sabe fazer o mesmo nos dentes superiores. Ou trocar tudo, não sei!
Seria difícil efetuar esse procedimento? Li sobre os prós e contras… fiquei na dúvida.
Se puderem me indicar quem faça utilizando uma resina de qualidade e com valores acessíveis, agradeceria. Não tenho condições de arcar com um valor elevado de tratamento.
Grato!
Felipe Silva
São Paulo/SP
Fabrício
Felipe … não posso indicar ninguém mas garanto que ficará mais barato que você imagina. Só tem que ver se isso é o melhor mesmo pra você. Abração e obrigado por visitar o blog.
Daniele
Concordo com você. Tá difícil de achar alguém aqui na Praia Grande que trabalhe com amálgama! Tentam te convencer que a resina é melhor, não dá problemas, ninguém usa mais amálgama, blá, blá, blá……porcaria!
Alex Sandro
O USO DE AMALGAMA COMPOSTA POR MERCÚRIO E METAIS TRANSPORTA DIRETAMENTE ESSES COMPOSTOS PARA A CORRENTE SANGUÍNEA ATRAVÉS DOS VASOS DO DENTE!! VOCÊ QUER SE CONTAMINAR COM MERCÚRIO E METAIS?? PESSOAS DIAGNOSTICADAS COM ALZHEIMER TEM ALTA CONCENTRAÇÃO DE MERCÚRIO NO CÉREBRO LEIAM… http://www.taps.org.br/Paginas/smentalartigo06.html
Marcio
Olá, sou paciente, minha formação é em Biologia portanto diferente dos demais comentários não posso acrescentar absolutamente nada, aliás pra falar a verdade eu tenho pânico de dentista aquela barulhinho de consultório dentário já me dá taquicardia e dor barriga! rsrsrs mas gostaria de expor minha opinião (mesmo que leigo no assunto). Quando criança nossos pais nos levavam ao odontólogo e caso tivesse cárie existiam apenas duas opções, tirar o dente ou restaurar com amalgama, ao longo dos anos fui substituindo algumas restaurações de amalgama por fins estéticos e o resultado foram 2 tratamentos de canais, segundo os odontólogos por infiltração! depois disso tudo o que havia de resina, substitui novamente por amalgama, tenho restaurações de amalgama com mais de 20 anos que NUNCA deram qualquer problema, salvo algum pedaço que acabou quebrando. Com relação as doenças citadas em função do mercúrio posso lhe assegurar que as quantidades de metais pesados ingeridos diariamente superam qualquer resíduo de Hg que possa liberar uma restauração, aliás o próprio triclosan causa sérios danos a animais, por que não causaria em nós seres humanos?! sou da seguinte opinião: Amalgama foi usado durante mais de 50 anos e os resultados foram satisfatórios por que abandoná-lo?
Fabrício
EXATAMENTE MÁRCIO