16/04/2014

Dentista - Um ser Anti-Social

Dentista isolado ser Anti-Social

Resolvi hoje, quando se comemora o “Dia do Amigo”, tocar num assunto que aflige muitos de nós, dentistas: a precária vida social que muitos de nós levamos. Em alguns casos ela nem é precária, é nula mesmo. Somos uma raça pouco sociável, e muito solitária. O dentista é por hábito um ser anti-social. Achamos que podemos viver isolados. E acreditem meus amigos, nós não podemos.

Talvez o fato de trabalharmos o dia todo fechados, tendo contato somente com pacientes e com os funcionários do nosso consultório ajude nesse isolamento. Eu por exemplo, não fosse o fato de trabalhar com a minha esposa, estaria na situação de muitos colegas que convivem mais tempo com a secretária do que com o cônjuge.

E por melhor que seja a criatura que trabalha com você, acredite, ela não pode ser o seu maior vínculo com o mundo exterior. Não dá pra ficar chamando a secretária pra fazer um churrasco no final de semana e muito menos aquele paciente gente boa. Afinal de contas, depois que você tomar umas “canjibrinas” pode ser que a sua sinceridade aflore e detalhes odontológicos do novo “amigo” sejam revelados sem querer. E acredite, isso seria péssimo.

Penso que a desconfiança que existe entre os profissionais, por inúmeras “rasteiradas” dadas e levadas, colaboram também para que sejamos seres anti-sociais. Quem foi prejudicado por outro colega- amigo-da-onça, tem medo de acontecer novamente. Quem prejudicou, tem medo de levar o troco. E assim esse círculo vicioso de desconfianças cresce e faz com que cada um prefira a reclusão social.

Talvez você, acadêmico que está me lendo, esteja pensando que eu sou um exagerado e que os dentistas são o povo mais legal e divertido do planeta. E que ninguém faz tanta festa e se diverte tanto quanto os alunos de Odontologia. Pois é. Pra vocês eu posso dizer que um dia também pensei assim. Mas eu me formei e essa carruagem virou abóbora.


Por isso, não desperdice nenhuma oportunidade de aumentar seu círculo social. Em qualquer evento, seja ele quermesse, inauguração de loja de 1,99, velório ou batizado, mesmo que você não conheça o morto ou o récem-nascido, você deve marcar presença. No mundo atual, onde o tempo é escasso, contatos valem mais do que dinheiro. E contatos que possamos chamar de “amigo” então, esses são verdadeiras jóias. :D


Sobre o Autor 

Fabrício Mendes é atleticano desde que nasceu em 1978, dentista desde 1999, blogueiro odontológico desde 2010 quando do interior de Minas Gerais (Ilicínea, pra ser mais exato) resolveu criar o Vida de Dentista.